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Filosofia

A Filosofia da Arte

Uma das situações mais confusas que enfrenta a filosofia académica actual é a dos propósitos da filosofia da arte, ou seja, perante uma obra artística, como um poema, ou uma escultura, ou uma catedral, uma dança ou uma interpretação musical, qual será a missão da filosofia. É o mesmo que perguntar como deve enfrentar o pensamento as questões sobre a beleza. Do pensamento são os limites, as formas, as classificações e as comparações. Da beleza é a experiência, o inexpressável e o espírito subtil que escapa a todas as definições.

Einstein e A Doutrina Secreta

A fama e a importância mediática de um dos mais célebres e reconhecidos cientistas do século XX levaram muitas pessoas a se interrogarem sobre quais teriam sido as fontes de inspiração deste génio e das suas inovadoras teorias que mudaram o rumo da física.

A Kalevala

Um épico finlandês verdadeiramente belo, no qual as palavras tecem histórias antigas do mundo, os seus ciclos de vida e os seus heróis. Cantada e transmitida de boca em boca durante séculos, foi gravada apenas no século XIX por Elias Lönnrot.

Etana. O Rei que Voou Até aos Céus

No Ashmolean Museum de Oxford há uma curiosa peça de 4000 anos de antiguidade, conhecida como o «prisma de Weld-Blundell». Foi descoberta num local arqueológico da antiga cidade de Nippur, pelo investigador germano-americano Hermann Hilprecht e, desde a publicação do seu conteúdo em 1906 é, possivelmente, um dos descobrimentos que mais tem dado que falar aos estudiosos, uma vez que contém, escrita em língua suméria e caracteres cuneiformes, uma detalhada lista dos reis sumérios desde os tempos anteriores ao dilúvio até aos reis da dinastia Isin, a última a que faz referência, datada do século XVIII a.C.. 

Porque Treme a Terra?

Pouco tempo após a minha chegada a Lima, tive a experiência, que não era nova para mim, de sentir a terra tremer. Perante este, como diante de qualquer outro fenómeno natural mais ou menos impressionante, a nossa endoculturação materialista traz-nos explicações mais empíricas do que filosóficas e, assim, o estudo final e as causas profundas morrem confortavelmente agasalhadas em razões mecânicas que, se bem que expliquem os meios, jamais explicam os fins nem os princípios.

Constituição do Homem no Antigo Egipto. O Ka

Imaginemos uma grande central elétrica numa cidade, capaz de fornecer energia a qualquer casa, na forma de quilovolts de eletricidade. Essa energia seria equivalente ao conceito de “Prana” dos hindus, ou o “Ki” dos japoneses, ou o “Chi” dos chineses: a energia vital de origem solar que circunda toda a terra.

A Lua dos mil rostos

Por ocasião do 50º aniversário dos primeiros passos do homem sobre a Lua, organizou-se no Grand Palais uma bela exposição sobre «A Lua, da viagem real às viagens imaginárias». Propomos-vos evocar o que ela simboliza através dos tempos.

As Quatro Rainhas do Mito Artúrico e a Ascensão da Alma Humana

Trinta anos depois, li novamente, com grande satisfação, o livro de John Steinbeck “Os feitos do Rei Artur e seus nobres cavaleiros”, uma obra infelizmente inacabada e que é um tributo à chamada “Morte de Artur” de Thomas Mallory (1415-1471), livro de referência da literatura inglesa.

No capítulo de Lancelot, este primeiro cavaleiro da Távola Redonda enfrenta uma prova onde deve vencer a magia e as tentações de quatro rainhas. Como Lancelot é o símbolo da alma humana, sendo o cavaleiro mais sublime nesta obra artúrica, as quatro rainhas simbolizam, talvez, as quatro grandes ambições horizontais que arrastam a consciência, fragmentando-a.

Isabel de Portugal, Rainha de Espanha

No imaginário de todos os povos, há personagens que perduram através do tempo deixando atrás de si um rastro luminoso de respeito e admiração. Entre as rainhas espanholas dos últimos séculos, há uma que se destaca pela simpatia que desperta, mais de 400 anos depois da sua morte. Referimo-nos a Isabel de Portugal, esposa de Carlos I de Espanha e V da Alemanha, rainha e imperatriz e governadora de Castela e Aragão nos momentos de regência.

A Carta de Buffon a Si Mesmo

Talvez nem todos conheçamos Gianluiggi Buffon, mas a grande maioria de nós conhece-o bem – embora ainda no activo, é o guarda-redes lendário da Itália, muitas vezes considerado o melhor do Mundo. Foi campeão mundial, ganhou inúmeros campeonatos, taças. Um exemplo perfeito de sucesso, um ícone moderno de realização – uma bela carreira, fama, dinheiro, títulos; e no entanto algo ia correndo mal.

Meditações sobre a Sabedoria

É filósofo o que ama a sabedoria, o que leva a sua vida em torno desse amor. Amor, neste sentido, não é só o que nos faz querer algo para nós mesmos, algo que nos falta, algo que nos pode completar. É, além disso, o que nos faz encontrar o melhor de nós mesmos para o oferecer e o colocar ao serviço. Filósofo não é só o que procura a sabedoria, mas o que se predispõe a dar o melhor de si ao serviço da sabedoria. Amar a sabedoria é servi-la, é colocar todas as nossas melhores faculdades em ação, pois são os filósofos os agentes da sabedoria. Imagem: Símbolo, Nicholas Roerich (1915). Domínio Público

A Criança Enquanto Mistério Espiritual

Parece existir hoje alguma compreensão, se bem que parcial, sobre a importância da educação da criança para o futuro e para a saúde de uma sociedade. No entanto, não parece haver uma compreensão generalizada e clara sobre o que é a criança, a sua natureza profunda e o mais valoroso e legítimo contributo que pode dar ao mundo. Imagem: Detalhe da obra de Murillo “San Buenaventura e San Leandro”. Domínio Público

Qual o primeiro – o ovo ou o pássaro?

Peço para apresentar os meus mais sinceros agradecimentos ao Sr. William Simpson, F.R.G.S., o ilustre artista e antiquário, que estendeu no ano passado as suas pesquisas ao vale Peshawar e a outros lugares, e assim enriqueceu o Museu Lahore, por gentilmente me apresentar uma cópia do seu artigo muito valioso, Arquitetura Budista – Jellalabad, enriquecido com sete ilustrações.

Alquimia e Imortalidade Chinesa

A alquimia chinesa tem dois ramos principais: “alquimia externa” (Waidan) e “alquimia interna” (Naidan). Ambas as palavras estão relacionadas à palavra dan (elixir), que evolui de um significado-raiz de “essência” (a verdadeira natureza e qualidade de uma entidade). Nesta breve introdução, vou-me concentrar na tradição da alquimia externa ou Waidan. Imagem: Parte do I Ching gravada em pedra, no Museu Beilin, em Xian, China. Creative Commons

Uma reflexão sobre Mahat a Inteligência Manifestada e a IA

e quisermos reflectir sobre a inteligência temos que recuar às origens dos Cosmos ou dos Universos múltiplos, socorrendo-nos da tradição mais antiga desta humanidade, os Vedas, em que cada qual tem uma relação de efeito com o que o precedeu, e de causa com o que lhe sucede (dignamente representada no mais recente modelo de Cosmologia Cíclica Conformal (CCC) de Roger Penrose), e cujas existências, por necessidade imperativa de uma simetria universal, resultaram de um “acto” da Inteligência/Consciência designado por nós como Hiper Campo Quântico do Espaço Infinito, ou o Lambda (ꓥ) da Constante Universal de Albert Einstein, o “AQUILO”. O Absoluto Ser e Não-Ser de Hegel ou o Arik-Anpin ou o Ain-Soph dos cabalistas, a vacuidade ou o Zunyata sânscrito.

Filosofia do Povo do Sol

Com as palavras deste título, Miguel Ángel Portillo refere-se à profundidade e complexidade do pensamento asteca. Na sua excepcional obra (que já é um clássico sobre este assunto), “Los Antiguos Mexicanos”, através das crónicas e canções mexicanas, mostra que há toda uma filosofia nos seus códices, tradições orais e construções sagradas. Imagem: Huitzilopochtli. Domínio Público

História da Saúde. A “Estranha e Pouco Conhecida” Epidemia da Dança

Ao longo da História, várias pandemias e epidemias ocorreram, sendo a Gripe Espanhola, a Varíola, a Tuberculose, a Cólera ou a Peste Negra algumas das mais notórias. No entanto, outras epidemias, quer pelas suas consequências não terem sido tão devastadoras como também por terem tido um período de ação mais curto, foram quase esquecidas com o decorrer das séculos. Imagem: “Dança em Molenbeek” de Pieter Brueghel, o Jovem. Domínio Público

A Selva dos Deuses Egípcios e o Machado (I)

Antes de tentar entender o significado dos deuses do Egito Antigo, deve ser esclarecido o significado do hieróglifo que os representa. A palavra que geralmente é traduzida por “deus/deuses” é “neter/neteru”. O seu significado ainda não está esclarecido e o símbolo que o representa tem sido interpretado de muitas maneiras.

O Tempo – a Aliança com Cronos-Saturno

Os dicionários dizem do tempo que é “a duração das coisas sujeitas à mutação”. É evidente, portanto, que o que está sujeito à mudança é influenciado pelo Tempo, ao qual se deve adicionar que a partir da sua manifestação, ou seja, desde o seu ponto de partida, as coisas existentes estão sujeitas a uma permanente mutação. Imagem: Relevo que representa o trono velado de Saturno, Louvre. Obra romana do século I dC ou uma cópia renascentista. Creative Commons

O Mês de Abril

Abril é o mês por excelência da primavera. Embora tenha nascido em março, é em Abril que ela se manifesta na sua delicada plenitude.
Abril é o mês da vida. Embora, para a existência eterna, não haja vida nem morte, mas extremos visíveis e invisíveis da mesma cadeia, em Abril, essa corrente perpétua torna-se evidente para os seres, e assume o significado penetrando através dos sentidos humanos.

Fronteiras no Século XXI

No imaginário do ser humano, as montanhas, vales, mares e oceanos sempre constituíram um limite ou fronteira. Para a sociedade do século XXI, não há fronteiras geográficas que dificultem profundamente a nossa capacidade para viajar pelo mundo. O barco, e especialmente o avião, permite-nos circum-navegar a Terra em pouco tempo. Hoje em dia, apenas o espaço exterior constitui um limite físico, como o que os antigos exploradores encontraram nas suas viagens. Imagem: Fronteira entre a Bélgica e a Holanda. Creative Commons

Psiké: A História da Alma Humana

Os mitos contêm no seu interior a capacidade de transportar o ser humano para uma maior compreensão da sua natureza mais profunda. Narrado sobre uma linha de tempo que nos transpõe, os mitos retratam histórias cujo cenário apenas podemos encontrar dentro de nós. Existe assim uma diferença entre História e Mito. O primeiro narra os acontecimentos ocorridos no plano cronológico, físico e terreno. O segundo narra os acontecimentos dentro de um plano transcendente e metafísico. A História conta a história da existência humana. Os mitos contam a história da alma humana.

Ensinamentos Esotéricos de Platão

Platão é tipicamente considerado um filósofo grego “respeitável”, que é amplamente ensinado em universidades de renome em todo o mundo e admirado por seu pensamento filosófico original. No entanto, há um outro lado de Platão que só é explorado por uma minoria de estudiosos, começando com Heinrich Gomperz na década de 1930 e continuando com a ‘Escola de Tübingen’ de hoje. Em muitas das obras de Platão, o filósofo faz referência a tradições orais que remontam a Pitágoras e aos Mistérios Órficos, e para alguns pesquisadores, como Savvas Pattakos (Plato’s Secret Doctrine, 1998), esses ensinamentos constituem o elemento principal na vida e obra de Platão. Neste artigo, gostaria de destacar alguns desses elementos esotéricos, principalmente como se encontram nos mitos e alegorias que pontuam seus diálogos. Imagem: Platão. Museu Capitolino. Roma. Creative Commons

Triunfar na vida

Ao passar os olhos pelo mostruário do mundo, onde vemos perfilar os tipos e os percursos de vida, não se mostra fácil decidir sobre quais serão os melhores exemplos de quem triunfou na vida.

Talvez o futebolista que ganhou o maior número de troféus, talvez o de baixa origem social que soube criar grande riqueza, talvez o estudante dedicado que conseguiu a melhor nota do curso, talvez o político que ganhou muitas eleições, talvez o cientista que descobriu mais um mistério da natureza… Talvez todos estes tenham tido algum tipo de êxito, mas podemos dizer com segurança que triunfaram na vida?

Uma ideia Septenária de Mundo

A Teoria Quântica dos Campos afirma que todos os ingredientes elementares que constituem a natureza, o mundo ou o universo, mais não são do que ondas vibratórias que se estendem no espaço, envolvendo tudo e, que ao interferirmos com essa onda provocamos o seu colapso pontual, gerando o fenómeno existencial da partícula. Daí que a natureza nos brinda com o constante e permanente fenómeno dualista onda-partícula. Imagem: O mundo. Flickr