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Filosofia

O Escudo de Héracles e a Identidade do Herói

Franco Soffietti 0 74

O escudo de Héracles é um poema de Hesíodo cuja antiguidade é dificilmente calculável, mas estimada em 2800 anos aproximadamente. Esta obra, inspiradora de homens durante toda a antiguidade nas costas do Mediterrâneo e ao largo e longo da Europa, com influências directas até à modernidade, apresenta-nos um modelo simbólico, arquétipo do ser humano: o herói. Especialmente, estará centrada em Héracles, cuja força e inteligência ainda hoje inundam os corações dos filósofos para que no seu interior cresçam o valor e a virtude. A obra está situada nas cercanias do Oráculo de Delfos, umbigo do mundo helénico. Mais precisamente, nos bosques dedicados ao deus Apolo, divindade da luz, da claridade e da harmonia. Neste lugar sagrado encontrava-se Cicno e seu pai Ares, deus da guerra e “matador de homens”, “cujos gritos faziam estrondear o bosque sagrado”, despojando aqueles que levavam oferendas a Pítia.

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A Filosofia da Benevolência

Julian Scott 0 51

Estou a referir-me com este título à vida e obra de um filósofo Chinês chamado Mengzi, ou Mêncio conforme escrito na versão latina do seu nome.
Nascido na província de Zou por volta de 371 a.C. viveu num período conhecido como “Os Estados em Guerra”, que durou de 481 a 221 a.C. Foi provavelmente como resultado de ver muita crueldade e muito sofrimento entre as pessoas do seu tempo que Mêncio promoveu a sua filosofia da benevolência.

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Símbolos do Herói Arturiano Tristão de Leonis

José Carlos Fernández 0 111

As lendas desta personagem histórica e literária, Tristão, surgem no norte da França e na antiga Britânia, com ligações ao País de Gales. Lendas célticas, que como a de Artur, mais tarde se tornam cavaleirescas, espalhando-se por toda a Europa durante a Idade Média nesta “mitologia” que permitiu dar vida e alma ao Ideal Cavaleiresco. Lembremo-nos que estes são tempos em que, como disse Quixote, “Cavalaria Andante é Religião”. E o exemplo das damas e cavaleiros é a melhor expressão, o modelo do ser humano, uma cristalização, com os seus direitos, deveres, ideais e valores, da vontade do “Rei dos Reis”. Um modo viril, baseado em ações e não apenas orações, de seguir o caminho de Deus, como na Futuwah islâmica ou nos mistérios de Mitra mil anos antes.

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A Era Espacial

Jorge Ángel Livraga 0 85

Evidentemente, a presente geração deste assombroso século XX teve o privilégio de assistir à colocação do Homem na Lua. Dizemos privilégio, pois, ainda que novas façanhas empalideçam muito rapidamente este evento, ele tem tal dimensão que necessitaremos de anos para o compreender na sua devida grandeza e valorizá-lo.

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Coisas Minhas. O Conflito que Dá Origem ao Projeto Bélico

Ana Fernandes 0 73

Esta é a história de 2 personagens que se manifestam no interior de uma forma qualquer, raramente se separam e vivem em aparente harmonia. A história começa na descoberta de que, na língua dos Índios Kogis (Colômbia) não existe a palavra inimigo nem adversário. Uma ideia muito interessante, pensar que num momento conturbado em que as ideologias se confrontam, poder percecionar com clareza de que não nos deparamos com um inimigo, mas sim com um “outro sistema de pensamento”, que na verdade não há um adversário, mas alguém com valores diferentes.

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O Ar

Delia Steinberg Guzmán 0 80

É mais subtil que a terra e a água, e por isso mesmo, apresenta um aspecto muito mais frágil. É mais móvel que a terra e a água, porque é mais subtil e porque aparenta ser mais frágil. Porém, Maya voltou a brincar com os nossos sentidos: o ar é mais subtil, é muito mais móvel que as outras formas de matéria, mas longe de ser mais frágil é, pelo contrário, muito mais forte e poderoso.

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A Infância da Mãe de Jesus
Recriando Maria Menina

Se já nos é bem difícil o acesso às elusivas informações históricas sobre a pessoa de Jesus Cristo, mais ainda o é no caso de sua mãe… e mais ainda desta enquanto criança. Tarefa tão árdua que a própria devoção à figura de Nossa Senhora Menina, mesmo mundialmente, não alcança o status que nos acostumamos a ver em centenas de outras manifestações. Sendo os escritos apócrifos descartados enquanto fontes historicamente confiáveis (o Proto-Evangelho de Tiago é um bom exemplo), o que nos resta é enquadrarmos sua realidade no que sabemos sobre o padrão de vida de uma menina palestina às portas do primeiro século. Muito provavelmente, a pequena “Míriam” não deverá fugir deste cenário. Porém, o fato é que a imagem da “menina” nas manifestações católicas assumiu seus próprios contornos, e encontramos ao norte da Itália sua expressão mais emblemática.

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A Alquimia e a Transmutação Interior

Filomena Inês Campos 0 161

Tudo o que existe no Universo enquanto matéria e energia encontra-se em menor grau no Homem. Por isso se dão os nomes de macrocosmos (que significa grande mundo) ao Universo e microcosmos (que significa pequeno mundo) ao Homem.

A essência da Alquimia pode ser vista tanto no mundo exterior ao Homem (material) como no interior do mesmo, como será dissertado ao longo deste texto.

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Os Outros

Juan Adrada 0 87

As duas primeiras realizações de Alejandro Amenábar – Tesis (Morte ao vivo) e Abre los ojos (Vanilla Sky) – pressagiavam, apesar dos seus evidentes vazios e carências, uma carreira de êxitos a um jovem e imaginativo realizador que apoiava no mistério e na fantasia um mundo pessoal pleno de matizes e singularidades. O êxito de um primeiro filme é facilmente predizível. Geralmente é uma obra muito pessoal sobre a qual se esteve a trabalhar durante muito tempo, por vezes desde os anos de estudante e que foi repensada uma e outra vez até ao mínimo detalhe. Tal parecia ser o caso de Tesis, uma realização quase académica que bebia das fontes do suspense hitchconiano. Mas a coisa muda quando o novo realizador tem que submeter-se por inteiro às exigências e aos ritmos da indústria cinematográfica e ainda assim, continuar com o máximo empenho.

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Mensagem Filosófica no Poema “Pedra Filosofal”de António Gedeão

José Carlos Fernández 0 131

Como já dissemos num artigo anterior, esta obra de António Gedeão, Pedra Filosofal, é um verdadeiro poema filosófico.
A formação científica séria e disciplinada do autor, como Físico e Químico, unida a uma natureza filosófica e poética – pois com dez anos de idade emulou Camões, disposto a continuar o seu vasto poema histórico “Os Lusíadas” – deram nascimento a este poema, uma das joias da sua vasta produção lírica.
Quando António Gedeão se refere ao Sonho ele apela à capacidade de imaginar da alma humana, ao seu fogo criativo, ao dom de Prometeu que nos diferencia das bestas e nos permite abstrair, raciocinar, antecipar, modelar no invisível. Vamos analisar em detalhe estes versos, que um professor de filosofia em Portugal, ouvi dizer, usava durante meio curso académico para fazer com que seus alunos amassem esta disciplina, demasiado áspera se não se sabe ensinar bem.

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Paralelos entre a Teosofia e a Ciência no Século XXI

João Porto 0 232

A Cromo Dinâmica Quântica (QCD), constitui hoje um dos pilares da descrição física do Universo através da teoria quântica dos campos. Além da interacção electromagnética, tanto a interacção fraca quanto a interacção forte são descritas por teorias quânticas de campos, que reunidas formam o que conhecemos por Modelo Padrão que considera, tanto as partículas que compõem a matéria fermiónica (quarks e leptões) quanto as partículas mediadoras de forças (bosões de gauge), atribuídas como excitações de campos fundamentais.

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O Manto Negro do Esquecimento

João Pedro Pio 0 101

Sabe-se hoje que há aproximadamente 12 700 anos a Terra sofreu uma mudança geológica tão significativa que marcou o final de uma era (Pleistoceno) e o início de outra (Holoceno). Esta mudança gerou-se em duas vagas, separadas aproximadamente por 1200 anos uma da outra, e a diferença entre o antes e o depois desafia a imaginação.

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Ainda Vivem Animais Pre-históricos?

Jorge Ángel Livraga 0 73

São seis da tarde e, mesmo assim, há muito sol sobre a cidade de  Guatemala. Mais além, ao longe,  o verde quase  negro  da  selva  e, ainda mais longe,  montanhas cobertas de vegetação. Na nossa discreta casa de dois andares, uma das principais salas é ocupada por uma pequena coleção de diminutos objetos fragmentados, diferentes daqueles que normalmente se mostram aos turistas nos museus oficiais. Carecem de valor material e não são impressionantes. No entanto, são testemunhas, tão válidas como quaisquer outras, das grandes culturas proto-históricas que habitaram a costa do Pacífico e as selvas de Petén. Estas pequenas cabecinhas de barro, algumas simplesmente cozidas ao sol, ganham vida nas mãos de Alejandro, arqueólogo e filólogo profissional que trabalha para várias universidades da América Latina. Os seus vitais olhos azuis escrutinam cada peça e descobrem características escondidas; representações de deuses, muitos dos quais ignoramos até mesmo o nome, respondem ao seu eloquente conjuro e apresentam-se perante nós, por vezes entrelaçados uns com os outros.

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“O Meu Nome É Legião, porque Somos Muitos” Uma Interpretação Pessoal do Episódio do Possesso de Gerasa

Ricardo Martins 0 213

Dentro da fortaleza mais ou menos estável que somos e vamos sendo, ou que acreditamos ser, oculta-se a nossa verdadeira identidade, à qual só não somos mais fiéis por falta de espírito de aventura e por medo do que por lá possamos encontrar, mas, sobretudo, por medo do que até lá possamos perder, por mais impessoal e transitório que isso seja. Por não sabermos que nome receberemos e que nome deixaremos de ter, que tesouro interno encontraremos e que tesouro ficará por achar à superfície, entre tantas outras desculpas para não avançarmos em direção a nós mesmos.

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A Água

É um elemento tão fundamental no nosso planeta, como a parte sólida que denominamos de terra. É mais: há maior proporção de matéria líquida que de sólida na Terra, e não há parte sólida que, de certa maneira, não esteja embebida, trespassada – ou precise estar – de líquido. O protótipo do aquoso é, para nós, o mar. O mar é como o sangue do planeta, vital, salgado, cheio de energia e dador de força ao mesmo tempo. No mar estão resumidas todas as formas da água: o sal que o compõe, o doce dos rios que nele vão entrar e as chuvas verticais que nascem pela subida do vapor e a descida das gotas líquidas… Por isso os antigos falaram do mar como do sangue, e eles souberam que os seus muitos sais não eram motivo para fazer dele um ser inerte, pesado e quase denso nas profundezas do seu leito. Eles sabiam deste sangue vivo que, dentro dele, transportava várias correntes, frias e quentes, num e noutro sentido, para que essa enorme massa líquida não estivesse nunca em repouso, distribuindo sempre o seu rico caudal energético. Tal como o sangue que circula pelo corpo, usando canais, e dependendo muito das correntes de temperatura…

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Um Novo Nome para Teotihuacán

Elías Camhaji 0 125

Um estudo sugere que os mexicas usaram a emblemática zona arqueológica para atacar os tlatoanis e propõe que seja chamada de Teo uacan, a cidade do sol.
O nome e a origem mística de Teotihuacan poderia mudar como a conhecemos. Um novo estudo sugere que a cidade dos deuses é na realidade a cidade do sol e deveria ser conhecida como Teo uacan, tal como a teriam chamado os colonos que chegaram no século VIII depois de ter sido abandonada. A investigação também expõe que a zona arqueológica teria sido considerada pelos mexicas como um local de peregrinação, no qual foram investidos mais de um tlatoani, como eram chamados os governantes mesoamericanos.

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Terra Queimada

Alfredo Aguilar 0 143

A política de terra queimada tem sido utilizada em inumeráveis ocasiões ao longo da história como medida defensiva perante um exército invasor ou, em seu lugar, também por uma força invasora como castigo ao grupo derrotado. A ideia pressupõe queimar ou destruir todos os recursos que pudesse utilizar o inimigo para se alimentar e abastecer, além de envenenar os poços de água e impedi-lo de sobreviver. Todas estas acções de carácter bárbaro aconteceram em tempos de guerra e até um terrível conquistador se vangloriava que a erva não voltaria a crescer por onde ele passava.

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Pensamentos de Marco Aurélio, a Vida Interior do Imperador

Sofía Luis 0 283

Esta obra, tão especial na história da filosofia, é constituída pelas meditações ou reflexões que o imperador Marco Aurélio escrevia em grego, durante as noites, depois de cumprir os seus deveres imperiais. Provavelmente eram exercícios internos, próprios daqueles que, como ele, tinham consagrado a sua vida à filosofia.
O imperador conhecia as escolas de filosofia do mundo antigo, mas seguia de forma mais directa os ensinamentos da escola estóica, que eram afins à sua natureza e ao carácter romano em geral. Tratava-se de uma filosofia que, sem deixar de responder a problemas teóricos gerais, centrava-se no conhecimento e no domínio do mundo interior, com a finalidade de conquistar o próprio bem e o da sociedade a que se pertence.

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O livro de Poesia «Movimento Perpétuo», de António Gedeão

Os Físicos e os Químicos tentam nos convencer, desde a lei exata de Lavoiser (nada é criado ou destruído, apenas transformado), que é impossível o movimento perpétuo. No entanto, a vida mostra-nos em todos os momentos o que sim é possível, precisamente na continuidade e dinamismo desta transformação que nunca pára, do infinitamente grande ao infinitamente pequeno (pois a mesma ondulação quântica é incessante).

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A Rosa Púrpura do Cairo: Ilusão e realidade

Javier R G 0 125

Que cinéfilo não terá visto algum filme de Woody Allen? O genial actor e realizador nova-iorquino dirigiu mais de quarenta filmes ao longo de toda a sua carreira artística, muitos deles como protagonista. Nascido como Allen Stewart Konigsberg em 1935, alterou o seu nome artístico para o actual e, ainda adolescente, começou a sua carreira como humorista. Com o tempo conseguiu fama mundial e múltiplos prémios.

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A Beleza

A beleza pode ser definida como perfeição agradável à vista e que cativa o espírito ou a qualidade do que é belo. Para além de qualidade, pode ainda ser definida como característica ou particularidade daquilo ou daquele que é belo ou aprazível; formosura, venustidade, beldade ou encanto; sublimidade que atrai o olhar e conquista a alma.

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A Arte de Ser Sempre Filósofo

Jorge Ángel Livraga 0 221

É uma arte praticamente perdida. Fomos criados e educados no bulício e na alienação de uma mudança permanente, de uma caminhada perpétua sob a ameaça do aborrecimento ou das fantasias da nossa psique.
O Mundo Velho do qual todos procedemos está ainda muito agarrado a nós, com os seus hábitos vazios, as suas concessões, as suas oscilações entre formas religiosas já desprovidas de conteúdo e o materialismo bestializante.

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A Digitalização da Sociedade

Julian Scott 0 180

Durante o período de confinamento, alguns de vocês podem ter encontrado um conto de E. M. Forster chamado “The Machine Stops” (“A Máquina Pára”, em tradução livre), que se tornou notícia devido à sua extraordinária presciência. Escrito em 1909, cinco anos antes do evento cataclísmico que foi a Primeira Guerra Mundial, o autor descreve um mundo futuro em que as pessoas se auto-isolam, comunicam entre si por meio de ecrãs e controlam o ambiente das suas células individuais pressionando botões que lhes dão sensações realistas de som, cheiro e côr.

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A Terra

A Terra é um ser vivo, embora os jogos de Maya façam que, para os homens, esta não seja mais do que o receptáculo ou habitação onde decorre a nossa existência. Deste modo, a Terra não assume mais importância do que a que pode ter um conjunto de tijolos bem unidos, e até não faltam homens que, cegos a tudo pela ilusão, não imaginam como é que os humanos não foram os construtores de algo tão “simples” como a Terra.

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A Alma Humana Precisa de Heróis Entrevista a José Carlos Fernández

José Carlos Fernández é investigador, escritor e colaborador em diversas publicações, como a Revista Esfinge em Espanha, e dirige em Portugal as revistas Fénix, Pandava e Matemática para Filósofos. Conta como escritor com um grande número de obras, como Córdova Eterna, Florbela Espanca (sobre a sua vida e obra, traduzindo a sua poesia completa), A Viagem Iniciática de Hipatia, sobre esta filósofa alexandrina, Elementos Herméticos na Obra de Fernando Pessoa, e ainda Reis, Poetas e Sábios de Portugal, Ensaios Filosóficos e Teológicos, Viagem à Turquia (inédito), Instantâneas com Filosofia (inédito), bem como peças, como Ibn Qasi, rei filósofo do Algarve ou Florbela Espanca, lírio de Portugal. Assina também os roteiros documentais Córdoba Romana e Símbolos do Tibete. Estuda há mais de quarenta anos na Nova Acrópole, onde, além de leccionar, já realizou mais de mil palestras e seminários sobre temas relacionados com a filosofia, civilizações antigas e arte. Actualmente é director da Nova Acrópole em Portugal e hoje falamos com ele sobre Notas sobre o Simbolismo Arturiano, o seu último livro.

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A Eneida (Aeneis) e a Divina Comédia: Uma Leitura

João Porto 0 177

Publius Vergilius Maro, (70 – 19 a.C.), é o autor da Eneida, poema que narra a fundação de Roma na região do Lácio por Enéias, herói troiano que escapara do desastre da queda da cidade de Tróia, assim ligada hereditariamente ao surgimento do povo italiano. Roma absorveu muito da cultura grega e isso é evidente na influência que a Ilíada e a Odisseia de Homero na composição dos doze livros que compõem a Eneida.

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Candidez e Ideal

Jorge Ángel Livraga 0 246

O pensamento atual, fortemente influenciado pelo materialismo, inclina-se frequentemente para um constante jogo de contradições. Mas da antiga fórmula de “tese – antítese – síntese”, onde o último termo englobava o melhor dos anteriores da forma mais eclética possível, passou-se para uma irredutibilidade conceptual onde o processo fica pela metade e a análise substituiu a síntese.

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