Pressione ESC para fechar

Filosofia

O que se esconde detrás do Santo Sudário? (Parte I)

Estamos no século XIX. Das centenas de lenços de diferentes tamanhos que existem no mundo representando todo o corpo ou apenas o rosto de um homem, – presumivelmente Jesus Cristo – o mais impressionante e venerado é o que se conserva em Turim. O Papa Pio VII, um grande devoto desta relíquia, a caminho de Paris, pediu para a ver e a urna foi-lhe aberta. Corre o ano de 1804. Imagem: Fotografia do Sudário em duas versões à esquerda, em positivo; e à direita, negativo. Domínio Público

Infoxicação

Um novo dia começa. À nossa mente acodem recordações dos problemas recentes, talvez da nossa debilidade ou incapacidade para lidar com eles. Então a desorientação e o desconforto assomem ao nosso rosto.

De um modo instintivo tentamos escapar a tudo isso, quase compulsivamente ligamos a televisão, o rádio ou mais comumente o smartphone também conhecido como tonto-fone ou papagaio-fone, porque é claro, “smart” não é, pelo menos do nosso ponto de vista. Aqueles que são realmente “astutos” são os que promoveram o seu uso.

A Música em “Casablanca”

Numa manhã de sábado, enquanto eu assistia e ouvia um concerto na televisão, uma das músicas chamou a minha atenção. Tratava-se da suite “Casablanca” de Max Steiner, que fazia parte de um programa de temas norte-americanos, ou sobre a América do Norte, como a “Rapsódia Azul” de Gershwin ou o Quarto Movimento da “Sinfonia do Novo Mundo”, de Dvorak, entre outros. Esta suite chamou a minha atenção porque é, em essência, a música que identifica aquele filme, englobando os diferentes momentos pelos quais passa o seu enredo, desde os de maior tensão aos mais íntimos ou românticos. Como é o caso da Marselhesa, que todos já identificamos com “Casablanca”. Imagem: O músico Dooley Wilson e o ator Humphrey Bogart em “Casablanca”. Domínio Público

Tradições sobre o Rei do Mundo

Desde o início da humanidade tem sido mencionada a existência de um governo interno do mundo, de uma Hierarquia que dirige tudo o que acontece nele, uma Hierarquia de Seres Superiores que no seu reflexo entre os seres humanos são imagem e semelhança da sua parte interna. É o que se conhece como o Rei do Mundo do qual, embora pouco se saiba, todas as tradições concordam em falar dele. Mas há uma pergunta latente entre os seres humanos: Até que ponto, num mundo indefeso, perseguido pelo materialismo e mergulhado numa profunda crise especialmente espiritual, este Rei do Mundo pode ser concebido se não acaba com todo este sofrimento de uma vez por todas? Para responder a esta pergunta é necessário ter em conta a chave experimental: a humanidade deve aprender com o bem e o mal para decidir por si mesma.

O Destino

Imersos nas atrações dos jogos da Vida (os jogos de Maya), o Destino apresenta-se-nos como uma forma de sorte, uma espécie de roleta ou lotaria, onde a casualidade é a que impõe uma maior ou menor felicidade dos homens. Imagem: Caminho. Creative Commons

Poderá a Via Láctea ser uma fonte de energia?

Um satélite europeu descobriu duas estruturas cilíndricas que emanam um gás muito quente vindo do centro da galáxia.
Duas chaminés enormes de 500 anos-luz de altura elevam-se de um lado e do outro da nossa galáxia. Descarregam para o espaço a intensa energia de um gás muito quente libertado pelo buraco negro supermassivo situado no centro da Via Láctea.

Do Medo à Esperança

O medo é essencial à vida, pois gera no ser humano o instinto de sobrevivência e proteção. Mas o medo que paralisa, que retira a visão, o discernimento e a esperança enterra o ser humano no escuro local onde habitam as suas maiores dores. Como todas as polaridades, como todos os contrastes da existência, também o Ser Humano carrega no interior a dualidade: branco e negro, luz e escuridão, ilusão e realidade. Conceber um estado de harmonia e tranquilidade torna-se por vezes impensável quando o medo se transforma num profundo pavor do porvir. Imagem: Personificação alegórica da esperança. Domínio Público

Devemos Honrar o Deus Polvo?

Talvez Aristóteles, tão devoto do sistema indutivo, tenha sido influenciado pelas aparências quando chamou o polvo de estúpido, apesar de ter destacado a sua adaptabilidade e capacidade de camuflagem. Claro, um símbolo tem inúmeros matizes, e a falta de sistema ósseo ou equivalente (sendo um molusco), também significa aqueles que não têm princípios, se mimetizam, esperam e depois nos devoram, ou tentam fazê-lo. Imagem: Ânfora do palácio micênico, encontrada na Argolida. Museu Nacional de Arqueologia de Atenas. Creative Commons.

Constituição Interna do Homem no Antigo Egipto

Antes de explicar o que é Aj, devemos esclarecer a imagem acima. Representa Aker, o leão, e embora apareçam representados dois é o mesmo em duas funções. O da esquerda, como o hieróglifo indica, é “Duaj”, que significa “Ontem”, e à direita está escrito “Sefer” que significa “Amanhã”. São representados de um lado e do outro por duas montanhas entre as quais aparece o Sol, nascendo ou se pondo. Este último, as montanhas e o sol, é chamado de Ajet, uma palavra relacionada com o Aj que estamos estudando. Ajet é o “Horizonte Luminoso”.

Uma Magnífica Carta

Aproxima-se o Natal. 25 de Dezembro, data do nascimento de Jesus Cristo… dia do nascimento de Mitra, Agni… mês do nascimento de Hórus. Pouco importa, é Natal. É Natal e toda a atmosfera muda. Tudo se prepara para a chegada do Pai Natal – as coroas assomam às portas, as luzes alegram as casas pelas noites mais frias, enquanto ele já vai subindo, acolhedor e benevolente, pelas varandas extáticas e silenciosas, ao mesmo tempo que à entrada de uma casa um anjo parado e belo toca o seu violino.

O que é a Nova Acrópole?

Vamos começar a conversa de hoje tratando de definir o que é que faz a Nova Acrópole. Primeiramente, o seu nome marca a intencionalidade de fazer uma cidade alta, não no sentido material, mas sim no sentido espiritual. Além disso, chamamo-nos “escola” ou “movimento filosófico”. Hoje entende-se por filosofia algo muito abstrato, mas para os clássicos a filosofia era algo muito mais amplo. Na época pós-cartesiana dividiram a filosofia, a ciência, a política, a arte e a religião. Isto tem criado dentro da Humanidade verdadeiras tribos, com os seus totens e os seus tabus. Quer dizer, que os letrados se reúnem com letrados, os militares com os militares, os músicos com os músicos.

Pestes e Desastres

Hoje somos afetados, entre muitos outros males, por doenças novas e desconhecidas que podem ser comparadas às antigas pestes. Também como no passado, surgem questões inevitáveis: é Deus quem envia este castigo aos homens desorientados? São a ambição excessiva e a vaidade humana que criam vírus imbatíveis no anonimato cúmplice dos laboratórios? Maldição divina ou maldade humana? A verdade é que a peste se manifesta com a sua sequência de dor, morte e, como sempre, temor: temor de se ser o próximo, de não se conseguir escapar às suas garras. Imagem: Fiction Germany Honesty

Akira Kurosawa e os seus Filmes Universais

Akira Kurosawa (1910-1998) é o cineasta japonês mais conhecido do mundo, não só pelo seu grande talento, mas também por ser o mais ocidental dos realizadores japoneses. Ou seja, os seus filmes podem ser compreendidos em praticamente qualquer país e por um público capaz de compreender, através dele e da sua obra, as virtudes do cinema e da cultura japonesas. Imagem: Monte Fuji, Japão. Pixabay

A Filosofia Estóica Atual e Prática

O Estoicismo apresenta-se-nos como uma alternativa filosófica saudável para interpretar o mundo que, através da liberdade e da autarquia interna, torna o ser humano um sujeito independente, mas ao mesmo tempo responsável pela sociedade da qual é parte indissolúvel. Assim, com os seus postulados e a sua hermenêutica, esta filosofia convida-nos a ter uma experiência mais completa de nós mesmos, dos outros e da natureza. Imagem: Nerón y Séneca. Creative Commons

O Caminho do Guerreiro Pacífico

Os romanos disseram que “se você quer paz, prepare-se para a guerra” (Vix pacis para bellum), e filósofos de todos os tempos enfatizaram que a condição natural do ser humano é a paz, a cooperação, a ajuda mútua, a busca de compreensão, a paciência um com o outro e a concordância. No entanto, as escórias da mente animal tornam impossível essa “conduta correta”, de modo que, em vez de natural, ela torna-se ideal e dificilmente alcançável. Imagem: Dois mestres de Templos de Shaolin. Creative Commons

Platão Mais Perto

Ao iniciar este trabalho sobre Platão perguntava-me se não seria mais um livro das dezenas de milhares que foram escritos sobre o divino filósofo ao longo da história, e talvez o seja, mas, para dizer a verdade, o mero prazer de caminhar com ele, falar sobre assuntos tão bonitos e profundos durante estes anos, e partilhá-lo com aqueles que o leram, valeu a pena. Imagem: Platão. Biblioteca Nueva Acrópolis

O Mistério dos Aeromodelos Milenários

Desde os seus remotos ancestrais que o Homem quis voar. E sabemos que do querer ao poder há uma distância curta ou longa, mas que termina inexoravelmente com a satisfação do desejo. Este é um axioma da Natureza que, desta forma, presenteia as suas criaturas com toda a espécie de oportunidades e experiências. Imagem: Jorge Ángel Livraga. Biblioteca Nueva Acrópolis

Constituição Interna do Homem no Antigo Egito. O Ba e a Sombra

Aparece frequentemente representado como um pássaro – falcão, cegonha ou íbis – com cabeça humana, com o símbolo do fogo em frente – o quarto elemento da série terra, água, ar e fogo, ou corpo físico, vital, emocional e mental que nos recorda o seu sentido espiritual e ao mesmo tempo a sua origem no mental. O Ba manifesta-se a partir da morte, existe no interior, mora no coração do ser vivo, mas só quando morre aparece claramente definido. São abundantes os amuletos na forma de coração, nalguns pode-se ver uma cabeça humana surgindo do coração e, noutros casos, um falcão com cabeça humana, o Ba. Imagem: Duas imagens do Ba. Templo de Dendera. Creative Commons

O Simbolismo do Sumo

Imagem: Combatentes de Sumo Mutsugamine (à direita) e Unryû (à esquerda), Juiz Oitekaze (à direita), e o árbitro Kimura Shôtarô (à esquerda) da autoria de Toyokuni ga, num cartucho toshidama (1854). Domínio Público

A Fortaleza Perante as Dificuldades

Quando se iniciou 2020, ainda não sabíamos o alcance dos momentos difíceis que teríamos que viver. Ao fim de pouco tempo, propagou-se uma pandemia que afetou a maioria – se não todos – os países do mundo, demonstrando que, nestes casos, o que consideramos diferenças não existem. Somos todos seres humanos, somos todos vulneráveis a doenças e a todos nos afecta a dor. Imagem: Atena.

A Linguagem das Pedras

Quando a noite esconde as nossas casas no seu seio, aparecem no firmamento essas pequenas luzes a que chamamos estrelas, e pensamos… quão imenso é o universo! Quanta majestade contém o seu mistério! E caminhamos lentamente, com um resignado caminhar de impotência. Um pequeno seixo ocupa exatamente o lugar onde decidimos ir, e um pontapé é mais do que suficiente para o empurrar a vários metros de distância. É um pormenor sem importância que já repetimos inúmeras vezes. No entanto, na pequena pedra está encerrado, nada mais nada menos que o mistério do universo. Imagem: Arquitetura. Pixabay

Reflexões sobre Videojogos e o Mais Além da Morte

Há uns dias vi um documentário da BBC que me impressionou muito . É a história de uma família com um filho, que tem uma doença degenerativa que o impede progressivamente de fazer uso dos músculos, e que vive quase confinado em casa até que morre com 25 anos. Salvo umas amizades familiares que o visitavam de muito em muito tempo, a sua vida social era quase nula. Imagem: Fantasia. Pixabay

Star Wars, Cinema Comercial ou Mito?

Além das cenas de acção em ritmo acelerado, além dos efeitos especiais espectaculares, e do fascinante “sentido de maravilha” que revolucionou o cinema no final dos anos 70, Star Wars tem uma variedade infinita de leituras, mensagens e influências culturais que ampliam o seu conteúdo e permitem que o espectador treinado nessas chaves compreenda a profundidade do iceberg, apreciando a natureza espectacular da organização, sem ficar cego por ela. Imagem: A luta de Luke Skywalker, Darth Vader e o Imperador no Madame Tussauds. Creative Commons

Leonardo e o Valor da Tradição

Verrocchio, discípulo de Donatello, foi o mestre de Leonardo, assim como de Perugino e de Botticelli. O destino, responsável pela reunião de tão grandes talentos na mesma cidade, e até na mesma casa, sabia bem a importância da continuidade na transmissão dos conhecimentos através das gerações. Imagem: O Batismo de Cristo, Verrocchio e Leonardo. Creative Commons

A História Repete-se?

Muitos foram os estudantes de história e especialistas nas várias disciplinas – sem contar com os milhares de interessados na questão – que fizeram esta pergunta. É evidente que não existe uma resposta simples e que responder sim ou não requer, no mínimo, que se tenha em conta algumas considerações. Precisamente aquelas que pretendemos abordar aqui da maneira mais humilde nestas páginas. Imagem: A Expulsão dos Judeus, por Roque Gameiro (Quadros da História de Portugal, 1917).Dominio Público

Os Valentes do Graal

Não é fácil transcender o tempo. Os seres humanos, geralmente, encaixam-se no momento histórico que lhes coube em sorte, sem conseguir ver mais além dos dias e das horas, sem encontrar o canal luminoso que une os feitos mais além das datas. Imagem: Os cavaleiros do Rei Arthur, reunidos na Távola Redonda para celebrar o Pentecostes, têm uma visão do Santo Graal. Do fólio 610v do BNF Fr 116, encomendado por Jacques d’Armagnac. Domínio Público