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Culturas

O que se esconde detrás do Santo Sudário? (Parte I)

Estamos no século XIX. Das centenas de lenços de diferentes tamanhos que existem no mundo representando todo o corpo ou apenas o rosto de um homem, – presumivelmente Jesus Cristo – o mais impressionante e venerado é o que se conserva em Turim. O Papa Pio VII, um grande devoto desta relíquia, a caminho de Paris, pediu para a ver e a urna foi-lhe aberta. Corre o ano de 1804. Imagem: Fotografia do Sudário em duas versões à esquerda, em positivo; e à direita, negativo. Domínio Público

Tradições sobre o Rei do Mundo

Desde o início da humanidade tem sido mencionada a existência de um governo interno do mundo, de uma Hierarquia que dirige tudo o que acontece nele, uma Hierarquia de Seres Superiores que no seu reflexo entre os seres humanos são imagem e semelhança da sua parte interna. É o que se conhece como o Rei do Mundo do qual, embora pouco se saiba, todas as tradições concordam em falar dele. Mas há uma pergunta latente entre os seres humanos: Até que ponto, num mundo indefeso, perseguido pelo materialismo e mergulhado numa profunda crise especialmente espiritual, este Rei do Mundo pode ser concebido se não acaba com todo este sofrimento de uma vez por todas? Para responder a esta pergunta é necessário ter em conta a chave experimental: a humanidade deve aprender com o bem e o mal para decidir por si mesma.

Devemos Honrar o Deus Polvo?

Talvez Aristóteles, tão devoto do sistema indutivo, tenha sido influenciado pelas aparências quando chamou o polvo de estúpido, apesar de ter destacado a sua adaptabilidade e capacidade de camuflagem. Claro, um símbolo tem inúmeros matizes, e a falta de sistema ósseo ou equivalente (sendo um molusco), também significa aqueles que não têm princípios, se mimetizam, esperam e depois nos devoram, ou tentam fazê-lo. Imagem: Ânfora do palácio micênico, encontrada na Argolida. Museu Nacional de Arqueologia de Atenas. Creative Commons.

Constituição Interna do Homem no Antigo Egipto

Antes de explicar o que é Aj, devemos esclarecer a imagem acima. Representa Aker, o leão, e embora apareçam representados dois é o mesmo em duas funções. O da esquerda, como o hieróglifo indica, é “Duaj”, que significa “Ontem”, e à direita está escrito “Sefer” que significa “Amanhã”. São representados de um lado e do outro por duas montanhas entre as quais aparece o Sol, nascendo ou se pondo. Este último, as montanhas e o sol, é chamado de Ajet, uma palavra relacionada com o Aj que estamos estudando. Ajet é o “Horizonte Luminoso”.

O Mistério dos Aeromodelos Milenários

Desde os seus remotos ancestrais que o Homem quis voar. E sabemos que do querer ao poder há uma distância curta ou longa, mas que termina inexoravelmente com a satisfação do desejo. Este é um axioma da Natureza que, desta forma, presenteia as suas criaturas com toda a espécie de oportunidades e experiências. Imagem: Jorge Ángel Livraga. Biblioteca Nueva Acrópolis

Constituição Interna do Homem no Antigo Egito. O Ba e a Sombra

Aparece frequentemente representado como um pássaro – falcão, cegonha ou íbis – com cabeça humana, com o símbolo do fogo em frente – o quarto elemento da série terra, água, ar e fogo, ou corpo físico, vital, emocional e mental que nos recorda o seu sentido espiritual e ao mesmo tempo a sua origem no mental. O Ba manifesta-se a partir da morte, existe no interior, mora no coração do ser vivo, mas só quando morre aparece claramente definido. São abundantes os amuletos na forma de coração, nalguns pode-se ver uma cabeça humana surgindo do coração e, noutros casos, um falcão com cabeça humana, o Ba. Imagem: Duas imagens do Ba. Templo de Dendera. Creative Commons

O Simbolismo do Sumo

Imagem: Combatentes de Sumo Mutsugamine (à direita) e Unryû (à esquerda), Juiz Oitekaze (à direita), e o árbitro Kimura Shôtarô (à esquerda) da autoria de Toyokuni ga, num cartucho toshidama (1854). Domínio Público

Os Valentes do Graal

Não é fácil transcender o tempo. Os seres humanos, geralmente, encaixam-se no momento histórico que lhes coube em sorte, sem conseguir ver mais além dos dias e das horas, sem encontrar o canal luminoso que une os feitos mais além das datas. Imagem: Os cavaleiros do Rei Arthur, reunidos na Távola Redonda para celebrar o Pentecostes, têm uma visão do Santo Graal. Do fólio 610v do BNF Fr 116, encomendado por Jacques d’Armagnac. Domínio Público

O Aspeto Esotérico da Cavalaria

O termo “cavalaria” vem do francês “chevalier”, que significa “cavaleiro”. Simbolicamente, o cavalo representa o corpo com suas energias e emoções associadas, enquanto, o cavaleiro, representa o eu superior do ser humano, a melhor e a mais nobre parte de nós mesmos. O cavaleiro não é perfeito, mas está no caminho para a perfeição. Imagem: Lancelot e Guinevere, pintura de Herbert James Draper (1890). Public Domain

China, uma Amálgama de Povos

A China, com quase 1400 milhões de habitantes, é um país onde as pessoas mantêm o vínculo à sua história e às suas tradições. O seu legado, tão estranho aos nossos costumes, é fruto de uma história ininterrupta de três milénios e meio, e que chegou até nós através de uma quantidade enorme de documentos escritos. Imagem: Pessoas de Naxi carregando os cestos típicos da região. (Lijiang, Yunnan, China). Creative Commons

Um Novo Sonho para a China?

À mesma China, sobre a qual se abateram tantas provações, foi-lhe proposto um novo «sonho chinês» (em chinês: Zhōngguó mèng), um conceito defendido por Xi Jinping, actual presidente da República Popular da China. Basicamente, o seu conteúdo é tornar realidade um país próspero e forte, uma nação vigorosa e um povo feliz. Os seus principais objectivos seriam fortalecer a nação, elevar o nível de vida da sua população e acabar com a corrupção nos diversos níveis governamentais.

Filosofia e Simbolismo no filme Mulher-Maravilha

A palavra “amazona”, segundo a etimologia popular grega, provém de a (não) e madzós (seio), ou seja, sem-seios. Segundo esta tradição, estas guerreiras, que eram situadas no Ponto Euxino, na Cítia ou na Lídia, mutilavam o seio direito para poderem manejar com maior destreza o arco. Toda a mitologia tem um aspeto simbólico e neste caso as amazonas representam a mulher que foge da sua natureza feminina para se masculinizar, ou seja, procura ocupar o papel do homem e não completá-lo.

Necessidade de Vínculos Humanos

A pandemia dos telefones móveis, e a sua família tecnotrónica, como antes o fizeram os computadores e ainda antes a televisão, por não encontrarmos a medida e domínio do seu uso, arrasta-nos para esta solidão, para este individualismo envenenado, cada um em suas fantasias oníricas. Com relações que não são, com vínculos que não o são, com amizades que jamais o serão, mendigando um “eu gosto” ou simplesmente um novo clique. Sem silêncios e profundidade para criar algo realmente válido, sem conversas que nos enriquecem verdadeiramente e devolvem o sentido da vida, sem uma moderação ou justa apreciação que nos previna de cair em redes ou garras de qualquer pseudo guru estúpido mas aproveitado, ou numa crença fossilizada inútil, ou em qualquer tipo de aberrações que hoje campeiam livremente, como cavaleiros de um apocalipse moral e portanto social, espectros que vão deformando as almas e arrebatando-lhes a sua dignidade humana.

O Colosso de Pedralva

Séculos e séculos percorrem a linha do tempo e eu aqui me mantenho com o braço direito erguido. Sei que não me reconhecem e que adenso o mistério das origens dos humanos que povoaram estas terras de Entre Douro e Minho, mas que poderei mais vos transmitir senão o simples e profundo enigma humano?

Apresentação do Livro O Templário do Rei, de António Balcão Vicente

O ser humano necessita conhecer a sua história, para deste modo reconhecer-se a si mesmo e à sua própria vontade de ser. E necessita também saber que está a construir o futuro, ou seja, que está a fazer história, que está a escrever no Livro da Vida em traços indeléveis, pois tudo aquilo que não se escreva assim é devorado, como dizia Baltasar Gracían no seu Criticón, na Caverna do Nada.

O canto de Ullikummi

Talvez nunca tenha sido tão claro como hoje, com as comunicações globais e o conhecimento atual da história, até que ponto a conduta das pessoas é governada pelos mitos. Outrora, os mitos eram narrações sagradas, as ações dos Deuses in illo tempore, ou seja, num tempo sem tempo, pois mais que sucessivo, era alfa e ómega da realidade, o arkhé ou origem imaculada de tudo o que acontecia.

A Verdadeira Virgem de Fátima, cem anos depois

Milhares de curas contra todos os prognósticos, verdadeiramente milagrosas em nome desta Virgem, ou diante da sua efígie, ou depois de realizar um voto indicam uma forte presença espiritual curadora, que cada um pode negar, se quiser, como também pode negar que se está vivo – não será a realidade um sonho? – ou inclusivamente que apenas existimos porque pensamos. Também podemos, como Ibn Arabí, o místico de Múrcia, dizer que o todo é milagre ou que não o é, que tudo é divino ou que é matéria, que nada é mentira, ou que nada é totalmente certo.

Mitos, ritos e símbolos – introdução à antropologia do sagrado

A religião não foi um luxo dos que tinham o estômago cheio. A religião é o alfa e o ómega da condição humana. Existe desde o princípio da sua «humanização» (o autor previne-nos que não devemos confundir com «hominização», que é somente morfológica), e persiste durante e enquanto sejamos tais e tenhamos a capacidade de assombro face ao mistério, tal como menciona Aristóteles na sua Metafísica.

A magia antiga na ciência moderna

A magia é negada e apelidada de superstição do ignorante filósofo antigo. No entanto, encontramos magia em cada papiro; magia em todas as fórmulas religiosas; magia engarrafada num frasco com milhares de anos e fechado hermeticamente; magia em trabalhos modernos e encadernados com elegância; magia nos contos mais populares; magia em encontros sociais; magia – pior do que isso, FEITIÇARIA – em todo o ar que se respira na Europa, América, Austrália: quanto mais civilizada uma nação, mais formidável e efectivo o eflúvio de magia inconsciente que esta emite e é armazenado na sua atmosfera circundante…

Agni – o Fogo do sacrifício

Desde dos primórdios da presença humana, o fogo exerce um fascínio, enquanto que todas as outras criaturas fogem na sua presença, o homem conseguiu ultrapassar o seu medo e reconheceu nele o símbolo do poder. O fogo reanima o corpo em hipotermia, o fogo ilumina a obscuridade e desperta o conhecimento das coisas, o fogo no olhar é símbolo do brilho da vida interior.

Novas Descobertas arqueológicas nos Açores

Uma expedição realizada às ilhas do Pico e da Terceira, nos Açores, organizada pela Nova Acrópole Oeiras-Cascais contando com dois investigadores do Instituto Internacional Hermes e uma equipa multidisciplinar, observou in loco várias das novas descobertas arqueológicas que têm suscitado perspectivas diferentes entre historiadores e arqueólogos.

O mito de Gilgamesh – A Prova do Elo

Gilgamesh terá sido uma figura real, ou, pelo menos, um mito que bebe da inspiração de uma figura real, já que as fontes lhe atribuem um reinado de 126 anos entre os reis da Suméria. Gilgamesh terá sido um Semi-Deus ou Herói com grande capacidade intelectual e física. Terá tido grande conhecimento do Mundo antes e após o Dilúvio. Ergueu a cidade de Uruk e um Templo, o de Ennea. Os deuses compreendendo e temendo a sua força, enviaram-lhe uma provação, uma criatura tão forte como ele, Enkidu. Ora corria nas florestas dos arredores e nos demais reinos que Gilgamesh já não seria o Homem mais forte do mundo – claramente um mecanismo literário homérico – e, como tal, Gilgamesh procuraria Enkidu e lutaria com ele. O que, efetivamente, aconteceu. Contudo, ao contrário do desfecho em morte, a luta terminou na amizade entre os dois.