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Cinema

O Concerto

Alfredo Aguilar 0 112

“O Concerto” é um filme de 2009 dirigido por Radu Mihaileanu, um realizador romeno radicado em França. Nele nos apresenta em tom de comédia, dramática e emotiva, pequenas e grandes tragédias humanas com o mundo da música clássica como pano de fundo. A história gira em torno de um célebre maestro da Orquestra Bolshoi de Moscovo que caiu em desgraça, juntamente com toda a sua orquestra, por se recusar a fazer parte de uma purga de músicos judeus no final dos anos 70.

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Hidalgo ou a Grande Corrida do Deserto

Alfredo Aguilar 0 405

Hidalgo é o título original de um filme – que em Espanha chamaram de Oceanos de Fogo, talvez para evitar confundi-lo com outro filme sobre o famoso padre Hidalgo da história do México – mas também é o nome de um cavalo de raça mustang que ganhou muitas corridas de longa distância, no final do século XIX, montando por Frank T. Hopkins. Este lendário cavaleiro, pelos padrões do oeste americano, não apenas venceu corridas de 800 quilómetros ou mais, mas fê-lo com um cavalo mestiço em vez de com um puro-sangue, ou cavalo de raça, como a maioria dos corredores tinha feito. Imagem: Hidalgo

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A Música em “Casablanca”

Alfredo Aguilar 0 355

Numa manhã de sábado, enquanto eu assistia e ouvia um concerto na televisão, uma das músicas chamou a minha atenção. Tratava-se da suite “Casablanca” de Max Steiner, que fazia parte de um programa de temas norte-americanos, ou sobre a América do Norte, como a “Rapsódia Azul” de Gershwin ou o Quarto Movimento da “Sinfonia do Novo Mundo”, de Dvorak, entre outros. Esta suite chamou a minha atenção porque é, em essência, a música que identifica aquele filme, englobando os diferentes momentos pelos quais passa o seu enredo, desde os de maior tensão aos mais íntimos ou românticos. Como é o caso da Marselhesa, que todos já identificamos com “Casablanca”. Imagem: O músico Dooley Wilson e o ator Humphrey Bogart em “Casablanca”. Domínio Público

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Akira Kurosawa e os seus Filmes Universais

Alfredo Aguilar 0 474

Akira Kurosawa (1910-1998) é o cineasta japonês mais conhecido do mundo, não só pelo seu grande talento, mas também por ser o mais ocidental dos realizadores japoneses. Ou seja, os seus filmes podem ser compreendidos em praticamente qualquer país e por um público capaz de compreender, através dele e da sua obra, as virtudes do cinema e da cultura japonesas. Imagem: Monte Fuji, Japão. Pixabay

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Star Wars, Cinema Comercial ou Mito?

Manuel Benítez Bolorinos 0 773

Além das cenas de acção em ritmo acelerado, além dos efeitos especiais espectaculares, e do fascinante “sentido de maravilha” que revolucionou o cinema no final dos anos 70, Star Wars tem uma variedade infinita de leituras, mensagens e influências culturais que ampliam o seu conteúdo e permitem que o espectador treinado nessas chaves compreenda a profundidade do iceberg, apreciando a natureza espectacular da organização, sem ficar cego por ela. Imagem: A luta de Luke Skywalker, Darth Vader e o Imperador no Madame Tussauds. Creative Commons

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Joana d’Arc

Alfredo Aguilar 1 639

Nos anos de juventude muitos temos uma etapa que eu chamaria épica, na qual há um desejo de viver aventuras que apenas alguns conseguem realmente. Os que não conseguem, buscam-nas em outras formas: por um lado, ao assumir riscos desnecessários que vão desde a ingestão de álcool em grandes quantidades até à condução de uma forma imprudente sem necessidade de fazê-lo, o que supõe uma autêntica deformação do espírito de aventura e uma busca de riscos irracionais sem razão de ser; a outra vertente tem a ver com o conceito de Homem “espectador” surgido no século XX, como consequência, primeiro, de habituar-se a ver a vida em filmes, depois na televisão e que termina talvez, a sua culminação, com a era da internet. Imagem: Jeanne d’Arc, Jules Bastien-Lepage. Public Domain

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Os Peles Vermelhas no Cinema

Alfredo Aguilar 0 479

O tratamento que o cinema deu aos chamados “Índios pele-vermelhas” – que agora se chamam de “nativos americanos” no discurso moderno e politicamente correto – evoluiu de uma visão depreciativa para uma mais respeitosa ou, dito de outra forma, passou de ser os “maus” para ser os “bons”. Isso coincide, embora não exatamente, com a atitude da população norte-americana em relação a este coletivo composto pelas diferentes tribos que povoavam o vasto território americano, uma vez que essa mudança aqui é relativa. Imagem: Chefe índio americano. Dominio Púlico.

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“JFK: Caso Aberto” e a Queda de um Mito

Alfredo Aguilar 0 396

Ao terminar o filme, enquanto passava no ecrã o elenco que muito pouca gente lê, incluindo eu, notei que muitas pessoas estavam de pé parecendo em transe olhando a passagem do elenco sem o ver, claramente impactados pelo que acabavam de ver, como se este filme tivesse destruído a imagem idílica de um País que tinham como modelo de sociedade avançada e no qual lhes encantaria viver um dia.

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Joker (2019)

Cleto Saldanha 0 1190

Realizado por Todd Philips, Joker é um filme que não deixa ninguém indiferente: ou se gosta ou não se gosta. Retrata de uma forma propositadamente negra todo o processo de decadência de alguém que é um desajustado da sociedade e que vai perdendo tudo aquilo em que se apoiava para manter um mínimo de sanidade. Mostra uma sociedade completamente indiferente para com o próximo.

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13 Assassinos (2010)

Cleto Saldanha 0 338

Japão, março de 1884. Num período de declínio do Período Edo, um corpo jaz dobrado para diante com a face mergulhada no pó do solo, envolto numa poça de sangue. Revoltado com o comportamento abominável de lorde Naritsugu, que maltrata, viola e mata os cidadãos à sua vontade, o vassalo Mamiya resolve cometer hara kiri, como expressão do seu sentimento.

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Filosofia e Simbolismo no filme Mulher-Maravilha

Cleto Saldanha 0 729

A palavra “amazona”, segundo a etimologia popular grega, provém de a (não) e madzós (seio), ou seja, sem-seios. Segundo esta tradição, estas guerreiras, que eram situadas no Ponto Euxino, na Cítia ou na Lídia, mutilavam o seio direito para poderem manejar com maior destreza o arco. Toda a mitologia tem um aspeto simbólico e neste caso as amazonas representam a mulher que foge da sua natureza feminina para se masculinizar, ou seja, procura ocupar o papel do homem e não completá-lo.

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