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Arte

Joana d’Arc

Nos anos de juventude muitos temos uma etapa que eu chamaria épica, na qual há um desejo de viver aventuras que apenas alguns conseguem realmente. Os que não conseguem, buscam-nas em outras formas: por um lado, ao assumir riscos desnecessários que vão desde a ingestão de álcool em grandes quantidades até à condução de uma forma imprudente sem necessidade de fazê-lo, o que supõe uma autêntica deformação do espírito de aventura e uma busca de riscos irracionais sem razão de ser; a outra vertente tem a ver com o conceito de Homem “espectador” surgido no século XX, como consequência, primeiro, de habituar-se a ver a vida em filmes, depois na televisão e que termina talvez, a sua culminação, com a era da internet. Imagem: Jeanne d’Arc, Jules Bastien-Lepage. Public Domain

No Centenário de Sophia de Mello Breyner (1919-2004)

Há alguns meses cumpriu-se o centenário do nascimento da ilustre poetisa Sophia de Mello Breyner, o seu busto contempla desde o Miradouro de Santa Graça em Lisboa, a paisagem urbana e o rio que contemplou da sua casa a autora de “A Menina do Mar”, e os seus restos mortais repousam no Panteão Nacional raríssimo privilégio concedido a poucos. Imagem: Pedras na praia da pedra furada. Wikimedia Commons

Os Peles Vermelhas no Cinema

O tratamento que o cinema deu aos chamados “Índios pele-vermelhas” – que agora se chamam de “nativos americanos” no discurso moderno e politicamente correto – evoluiu de uma visão depreciativa para uma mais respeitosa ou, dito de outra forma, passou de ser os “maus” para ser os “bons”. Isso coincide, embora não exatamente, com a atitude da população norte-americana em relação a este coletivo composto pelas diferentes tribos que povoavam o vasto território americano, uma vez que essa mudança aqui é relativa. Imagem: Chefe índio americano. Dominio Púlico.

Artistas e Artesãos

O artista é um pontífice. É uma ponte, uma ligação, uma relação entre o mundo invisível e o mundo visível. É aquele capaz de interpretar o secreto, o oculto, o que vulgarmente não se vê, e o traz ao nosso mundo, na forma de música, pintura, escultura, arquitetura, para que todos possamos participar dele.

Estação Onze, Um Duro Futuro Apocalíptico, mas Esperançado

Quando lemos o Apocalipse (o de São João, que é o mais conhecido, pois há outros apócrifos) a nossa imaginação fica vivamente impressionada pelas cenas de devastação, como a dos quatro cavaleiros da fome, da peste, da guerra e da morte. Não sabemos, tal é a nossa pequenez, se nos chega a consolar a descrição de Jerusalém Celeste e da pedrinha branca com o nome secreto de cada um, entregue aos vencedores. Pois sem entender que nas grandes tragédias da natureza ou das sociedades vive o grande poder renovador da mesma vida, deixamo-nos atordoar apenas pela visão da dor, do terrível, sem capacidade de ver mais além.

“JFK: Caso Aberto” e a Queda de um Mito

Ao terminar o filme, enquanto passava no ecrã o elenco que muito pouca gente lê, incluindo eu, notei que muitas pessoas estavam de pé parecendo em transe olhando a passagem do elenco sem o ver, claramente impactados pelo que acabavam de ver, como se este filme tivesse destruído a imagem idílica de um País que tinham como modelo de sociedade avançada e no qual lhes encantaria viver um dia.

Joker (2019)

Realizado por Todd Philips, Joker é um filme que não deixa ninguém indiferente: ou se gosta ou não se gosta. Retrata de uma forma propositadamente negra todo o processo de decadência de alguém que é um desajustado da sociedade e que vai perdendo tudo aquilo em que se apoiava para manter um mínimo de sanidade. Mostra uma sociedade completamente indiferente para com o próximo.

Os Faróis

Sem dúvida, Senhor, jamais o homem vos dera
Testemunho melhor de sua dignidade
Do que esse atroz soluço que erra de era em era
E vem morrer aos pés da vossa eternidade!

O Livro da Vida de Rabindranath Tagore

Todos os homens possuem o dom de sonhar, mas raros são aqueles que transformaram os seus sonhos em folhas douradas do livro da vida. Toda a alma temerária que pretende penetrar no mistério desse livro, deve esforçar-se por vivenciar e integrar o Ser no não-ser, o essencial e duradouro no passageiro e perecível.

Anime: Viagem a um Mundo Mágico

A animação japonesa merece séria consideração como uma forma de arte narrativa, além do seu cativante estilo visual. É um meio narrativo, no qual diversos elementos visuais se combinam, proporcionando uma matriz de estruturas genéricas, temáticas e filosóficas, para produzir um mundo estético único.

Decifrando a Mensagem

“Pessoa” vem do latim persona, que significa máscara, personagem e Fernando Pessoa foi um mestre no jogo das máscaras. Capaz de escrever de muitos modos, como muitos homens, como muitas pessoas, completas na sua personalidade e na sua história.

13 Assassinos (2010)

Japão, março de 1884. Num período de declínio do Período Edo, um corpo jaz dobrado para diante com a face mergulhada no pó do solo, envolto numa poça de sangue. Revoltado com o comportamento abominável de lorde Naritsugu, que maltrata, viola e mata os cidadãos à sua vontade, o vassalo Mamiya resolve cometer hara kiri, como expressão do seu sentimento.

Filosofia e Simbolismo no filme Mulher-Maravilha

A palavra “amazona”, segundo a etimologia popular grega, provém de a (não) e madzós (seio), ou seja, sem-seios. Segundo esta tradição, estas guerreiras, que eram situadas no Ponto Euxino, na Cítia ou na Lídia, mutilavam o seio direito para poderem manejar com maior destreza o arco. Toda a mitologia tem um aspeto simbólico e neste caso as amazonas representam a mulher que foge da sua natureza feminina para se masculinizar, ou seja, procura ocupar o papel do homem e não completá-lo.

O Desencantamento e Re-encantamento do Mundo Actual

A atualidade deste livro convida-nos a voltar a começar a pensar a época desencantada em que vivemos, retomando esses eternos caminhos da sabedoria para dinamizar o nosso tempo presente. O destino da nossa época, caracterizada pela racionalização, pelo intelectualismo e, sobretudo, pelo desencantamento do mundo, conduziu os seres humanos ao afastamento dos valores essenciais mais sublimes da vida pública.

Apresentação do Livro O Templário do Rei, de António Balcão Vicente

O ser humano necessita conhecer a sua história, para deste modo reconhecer-se a si mesmo e à sua própria vontade de ser. E necessita também saber que está a construir o futuro, ou seja, que está a fazer história, que está a escrever no Livro da Vida em traços indeléveis, pois tudo aquilo que não se escreva assim é devorado, como dizia Baltasar Gracían no seu Criticón, na Caverna do Nada.

Pedra Filosofal

Aos mais jovens o título deste artigo evocar-lhes-á a obra de Harry Potter, o primeiro da heptalogia editado em 1997. A outros, aficionados das ciências herméticas, o Lapis Philosophorum, o fim e o segredo da Alquimia, capaz de transformar o chumbo em ouro e de com ela obter o elixir da imortalidade ou da eterna juventude.

Inefável Tintin

Tintin é essencialmente bom, valente e generoso. Não teme a solidão, nem o aborrece a companhia. A sua vida é uma aventura permanente, sem contudo deixar de ter uma certa tranquilidade aristocrática e de uma serena contemplação. As doenças, os ferimentos passam por ele, mas não o abatem, pois Tintin… tal como aquele que levamos dentro da alma, é eternamente jovem e o tempo não o afecta.