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Arte

Isabel de Portugal, Rainha de Espanha

No imaginário de todos os povos, há personagens que perduram através do tempo deixando atrás de si um rastro luminoso de respeito e admiração. Entre as rainhas espanholas dos últimos séculos, há uma que se destaca pela simpatia que desperta, mais de 400 anos depois da sua morte. Referimo-nos a Isabel de Portugal, esposa de Carlos I de Espanha e V da Alemanha, rainha e imperatriz e governadora de Castela e Aragão nos momentos de regência.

Qual o primeiro – o ovo ou o pássaro?

Peço para apresentar os meus mais sinceros agradecimentos ao Sr. William Simpson, F.R.G.S., o ilustre artista e antiquário, que estendeu no ano passado as suas pesquisas ao vale Peshawar e a outros lugares, e assim enriqueceu o Museu Lahore, por gentilmente me apresentar uma cópia do seu artigo muito valioso, Arquitetura Budista – Jellalabad, enriquecido com sete ilustrações.

Hidalgo ou a Grande Corrida do Deserto

Hidalgo é o título original de um filme – que em Espanha chamaram de Oceanos de Fogo, talvez para evitar confundi-lo com outro filme sobre o famoso padre Hidalgo da história do México – mas também é o nome de um cavalo de raça mustang que ganhou muitas corridas de longa distância, no final do século XIX, montando por Frank T. Hopkins. Este lendário cavaleiro, pelos padrões do oeste americano, não apenas venceu corridas de 800 quilómetros ou mais, mas fê-lo com um cavalo mestiço em vez de com um puro-sangue, ou cavalo de raça, como a maioria dos corredores tinha feito. Imagem: Hidalgo

Inteligência Estética. Um Fator de Equilíbrio.

Quando falamos de equilíbrio ou de harmonia, do que falamos? Quando falamos de estética, a que no referimos? Estética, beleza, harmonia, equilíbrio, arte. São palavras que de alguma forma estão relacionadas, unidas, guardadas uma dentro da outra como numa boneca russa (matrioshka) que guarda dentro de si outra mais pequena, e, assim, até chegar à de menor tamanho, mas a mais importante, porque cria o modelo ou molde para todas as outras. Imagem: Apolo e as nove musas. Domínio Público

A Música em “Casablanca”

Numa manhã de sábado, enquanto eu assistia e ouvia um concerto na televisão, uma das músicas chamou a minha atenção. Tratava-se da suite “Casablanca” de Max Steiner, que fazia parte de um programa de temas norte-americanos, ou sobre a América do Norte, como a “Rapsódia Azul” de Gershwin ou o Quarto Movimento da “Sinfonia do Novo Mundo”, de Dvorak, entre outros. Esta suite chamou a minha atenção porque é, em essência, a música que identifica aquele filme, englobando os diferentes momentos pelos quais passa o seu enredo, desde os de maior tensão aos mais íntimos ou românticos. Como é o caso da Marselhesa, que todos já identificamos com “Casablanca”. Imagem: O músico Dooley Wilson e o ator Humphrey Bogart em “Casablanca”. Domínio Público

Akira Kurosawa e os seus Filmes Universais

Akira Kurosawa (1910-1998) é o cineasta japonês mais conhecido do mundo, não só pelo seu grande talento, mas também por ser o mais ocidental dos realizadores japoneses. Ou seja, os seus filmes podem ser compreendidos em praticamente qualquer país e por um público capaz de compreender, através dele e da sua obra, as virtudes do cinema e da cultura japonesas. Imagem: Monte Fuji, Japão. Pixabay

Platão Mais Perto

Ao iniciar este trabalho sobre Platão perguntava-me se não seria mais um livro das dezenas de milhares que foram escritos sobre o divino filósofo ao longo da história, e talvez o seja, mas, para dizer a verdade, o mero prazer de caminhar com ele, falar sobre assuntos tão bonitos e profundos durante estes anos, e partilhá-lo com aqueles que o leram, valeu a pena. Imagem: Platão. Biblioteca Nueva Acrópolis

Star Wars, Cinema Comercial ou Mito?

Além das cenas de acção em ritmo acelerado, além dos efeitos especiais espectaculares, e do fascinante “sentido de maravilha” que revolucionou o cinema no final dos anos 70, Star Wars tem uma variedade infinita de leituras, mensagens e influências culturais que ampliam o seu conteúdo e permitem que o espectador treinado nessas chaves compreenda a profundidade do iceberg, apreciando a natureza espectacular da organização, sem ficar cego por ela. Imagem: A luta de Luke Skywalker, Darth Vader e o Imperador no Madame Tussauds. Creative Commons

Leonardo e o Valor da Tradição

Verrocchio, discípulo de Donatello, foi o mestre de Leonardo, assim como de Perugino e de Botticelli. O destino, responsável pela reunião de tão grandes talentos na mesma cidade, e até na mesma casa, sabia bem a importância da continuidade na transmissão dos conhecimentos através das gerações. Imagem: O Batismo de Cristo, Verrocchio e Leonardo. Creative Commons

Adeus, Maestro Abreu

Embora a verdadeira política nunca deva ser desonrada, há prémios que, tendo sido politizados, foram desonrados. Um dos exemplos mais aflitivos disso foi, como todos sabemos, o Prémio Nobel da Paz dado a Obama em 2009, pouco depois de ele ter conquistado a presidência do país mais poderoso da Terra? Imagem: José Antonio Abreu numa projeção de uma palestra TED. Creative Commons

Joana d’Arc

Nos anos de juventude muitos temos uma etapa que eu chamaria épica, na qual há um desejo de viver aventuras que apenas alguns conseguem realmente. Os que não conseguem, buscam-nas em outras formas: por um lado, ao assumir riscos desnecessários que vão desde a ingestão de álcool em grandes quantidades até à condução de uma forma imprudente sem necessidade de fazê-lo, o que supõe uma autêntica deformação do espírito de aventura e uma busca de riscos irracionais sem razão de ser; a outra vertente tem a ver com o conceito de Homem “espectador” surgido no século XX, como consequência, primeiro, de habituar-se a ver a vida em filmes, depois na televisão e que termina talvez, a sua culminação, com a era da internet. Imagem: Jeanne d’Arc, Jules Bastien-Lepage. Public Domain

No Centenário de Sophia de Mello Breyner (1919-2004)

Há alguns meses cumpriu-se o centenário do nascimento da ilustre poetisa Sophia de Mello Breyner, o seu busto contempla desde o Miradouro de Santa Graça em Lisboa, a paisagem urbana e o rio que contemplou da sua casa a autora de “A Menina do Mar”, e os seus restos mortais repousam no Panteão Nacional raríssimo privilégio concedido a poucos. Imagem: Pedras na praia da pedra furada. Wikimedia Commons

Os Peles Vermelhas no Cinema

O tratamento que o cinema deu aos chamados “Índios pele-vermelhas” – que agora se chamam de “nativos americanos” no discurso moderno e politicamente correto – evoluiu de uma visão depreciativa para uma mais respeitosa ou, dito de outra forma, passou de ser os “maus” para ser os “bons”. Isso coincide, embora não exatamente, com a atitude da população norte-americana em relação a este coletivo composto pelas diferentes tribos que povoavam o vasto território americano, uma vez que essa mudança aqui é relativa. Imagem: Chefe índio americano. Dominio Púlico.

Artistas e Artesãos

O artista é um pontífice. É uma ponte, uma ligação, uma relação entre o mundo invisível e o mundo visível. É aquele capaz de interpretar o secreto, o oculto, o que vulgarmente não se vê, e o traz ao nosso mundo, na forma de música, pintura, escultura, arquitetura, para que todos possamos participar dele.

“O Mundo Maluco”

Fotograma do filme “O Mundo Maluco” com os actores (da esquerda para a direita): Edie Adams, Sid Caesar, Jonathan Winters, Ethel Merman, Milton Berle, Mickey Rooney e Buddy Hackett. Domínio Público.

Estação Onze, Um Duro Futuro Apocalíptico, mas Esperançado

Quando lemos o Apocalipse (o de São João, que é o mais conhecido, pois há outros apócrifos) a nossa imaginação fica vivamente impressionada pelas cenas de devastação, como a dos quatro cavaleiros da fome, da peste, da guerra e da morte. Não sabemos, tal é a nossa pequenez, se nos chega a consolar a descrição de Jerusalém Celeste e da pedrinha branca com o nome secreto de cada um, entregue aos vencedores. Pois sem entender que nas grandes tragédias da natureza ou das sociedades vive o grande poder renovador da mesma vida, deixamo-nos atordoar apenas pela visão da dor, do terrível, sem capacidade de ver mais além.

“JFK: Caso Aberto” e a Queda de um Mito

Ao terminar o filme, enquanto passava no ecrã o elenco que muito pouca gente lê, incluindo eu, notei que muitas pessoas estavam de pé parecendo em transe olhando a passagem do elenco sem o ver, claramente impactados pelo que acabavam de ver, como se este filme tivesse destruído a imagem idílica de um País que tinham como modelo de sociedade avançada e no qual lhes encantaria viver um dia.

Joker (2019)

Realizado por Todd Philips, Joker é um filme que não deixa ninguém indiferente: ou se gosta ou não se gosta. Retrata de uma forma propositadamente negra todo o processo de decadência de alguém que é um desajustado da sociedade e que vai perdendo tudo aquilo em que se apoiava para manter um mínimo de sanidade. Mostra uma sociedade completamente indiferente para com o próximo.

Os Faróis

Sem dúvida, Senhor, jamais o homem vos dera
Testemunho melhor de sua dignidade
Do que esse atroz soluço que erra de era em era
E vem morrer aos pés da vossa eternidade!

O Livro da Vida de Rabindranath Tagore

Todos os homens possuem o dom de sonhar, mas raros são aqueles que transformaram os seus sonhos em folhas douradas do livro da vida. Toda a alma temerária que pretende penetrar no mistério desse livro, deve esforçar-se por vivenciar e integrar o Ser no não-ser, o essencial e duradouro no passageiro e perecível.

Anime: Viagem a um Mundo Mágico

A animação japonesa merece séria consideração como uma forma de arte narrativa, além do seu cativante estilo visual. É um meio narrativo, no qual diversos elementos visuais se combinam, proporcionando uma matriz de estruturas genéricas, temáticas e filosóficas, para produzir um mundo estético único.

Decifrando a Mensagem

“Pessoa” vem do latim persona, que significa máscara, personagem e Fernando Pessoa foi um mestre no jogo das máscaras. Capaz de escrever de muitos modos, como muitos homens, como muitas pessoas, completas na sua personalidade e na sua história.

13 Assassinos (2010)

Japão, março de 1884. Num período de declínio do Período Edo, um corpo jaz dobrado para diante com a face mergulhada no pó do solo, envolto numa poça de sangue. Revoltado com o comportamento abominável de lorde Naritsugu, que maltrata, viola e mata os cidadãos à sua vontade, o vassalo Mamiya resolve cometer hara kiri, como expressão do seu sentimento.