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Rafael Zamith Pereira

A Criança Enquanto Mistério Espiritual

Parece existir hoje alguma compreensão, se bem que parcial, sobre a importância da educação da criança para o futuro e para a saúde de uma sociedade. No entanto, não parece haver uma compreensão generalizada e clara sobre o que é a criança, a sua natureza profunda e o mais valoroso e legítimo contributo que pode dar ao mundo. Imagem: Detalhe da obra de Murillo “San Buenaventura e San Leandro”. Domínio Público

Alquimia e Imortalidade Chinesa

A alquimia chinesa tem dois ramos principais: “alquimia externa” (Waidan) e “alquimia interna” (Naidan). Ambas as palavras estão relacionadas à palavra dan (elixir), que evolui de um significado-raiz de “essência” (a verdadeira natureza e qualidade de uma entidade). Nesta breve introdução, vou-me concentrar na tradição da alquimia externa ou Waidan. Imagem: Parte do I Ching gravada em pedra, no Museu Beilin, em Xian, China. Creative Commons

Filosofia do Povo do Sol

Com as palavras deste título, Miguel Ángel Portillo refere-se à profundidade e complexidade do pensamento asteca. Na sua excepcional obra (que já é um clássico sobre este assunto), “Los Antiguos Mexicanos”, através das crónicas e canções mexicanas, mostra que há toda uma filosofia nos seus códices, tradições orais e construções sagradas. Imagem: Huitzilopochtli. Domínio Público

História da Saúde. A “Estranha e Pouco Conhecida” Epidemia da Dança

Ao longo da História, várias pandemias e epidemias ocorreram, sendo a Gripe Espanhola, a Varíola, a Tuberculose, a Cólera ou a Peste Negra algumas das mais notórias. No entanto, outras epidemias, quer pelas suas consequências não terem sido tão devastadoras como também por terem tido um período de ação mais curto, foram quase esquecidas com o decorrer das séculos. Imagem: “Dança em Molenbeek” de Pieter Brueghel, o Jovem. Domínio Público

O Tempo – a Aliança com Cronos-Saturno

Os dicionários dizem do tempo que é “a duração das coisas sujeitas à mutação”. É evidente, portanto, que o que está sujeito à mudança é influenciado pelo Tempo, ao qual se deve adicionar que a partir da sua manifestação, ou seja, desde o seu ponto de partida, as coisas existentes estão sujeitas a uma permanente mutação. Imagem: Relevo que representa o trono velado de Saturno, Louvre. Obra romana do século I dC ou uma cópia renascentista. Creative Commons

Fronteiras no Século XXI

No imaginário do ser humano, as montanhas, vales, mares e oceanos sempre constituíram um limite ou fronteira. Para a sociedade do século XXI, não há fronteiras geográficas que dificultem profundamente a nossa capacidade para viajar pelo mundo. O barco, e especialmente o avião, permite-nos circum-navegar a Terra em pouco tempo. Hoje em dia, apenas o espaço exterior constitui um limite físico, como o que os antigos exploradores encontraram nas suas viagens. Imagem: Fronteira entre a Bélgica e a Holanda. Creative Commons

Ensinamentos Esotéricos de Platão

Platão é tipicamente considerado um filósofo grego “respeitável”, que é amplamente ensinado em universidades de renome em todo o mundo e admirado por seu pensamento filosófico original. No entanto, há um outro lado de Platão que só é explorado por uma minoria de estudiosos, começando com Heinrich Gomperz na década de 1930 e continuando com a ‘Escola de Tübingen’ de hoje. Em muitas das obras de Platão, o filósofo faz referência a tradições orais que remontam a Pitágoras e aos Mistérios Órficos, e para alguns pesquisadores, como Savvas Pattakos (Plato’s Secret Doctrine, 1998), esses ensinamentos constituem o elemento principal na vida e obra de Platão. Neste artigo, gostaria de destacar alguns desses elementos esotéricos, principalmente como se encontram nos mitos e alegorias que pontuam seus diálogos. Imagem: Platão. Museu Capitolino. Roma. Creative Commons

Uma ideia Septenária de Mundo

A Teoria Quântica dos Campos afirma que todos os ingredientes elementares que constituem a natureza, o mundo ou o universo, mais não são do que ondas vibratórias que se estendem no espaço, envolvendo tudo e, que ao interferirmos com essa onda provocamos o seu colapso pontual, gerando o fenómeno existencial da partícula. Daí que a natureza nos brinda com o constante e permanente fenómeno dualista onda-partícula. Imagem: O mundo. Flickr

Hidalgo ou a Grande Corrida do Deserto

Hidalgo é o título original de um filme – que em Espanha chamaram de Oceanos de Fogo, talvez para evitar confundi-lo com outro filme sobre o famoso padre Hidalgo da história do México – mas também é o nome de um cavalo de raça mustang que ganhou muitas corridas de longa distância, no final do século XIX, montando por Frank T. Hopkins. Este lendário cavaleiro, pelos padrões do oeste americano, não apenas venceu corridas de 800 quilómetros ou mais, mas fê-lo com um cavalo mestiço em vez de com um puro-sangue, ou cavalo de raça, como a maioria dos corredores tinha feito. Imagem: Hidalgo

Inteligência Estética. Um Fator de Equilíbrio.

Quando falamos de equilíbrio ou de harmonia, do que falamos? Quando falamos de estética, a que no referimos? Estética, beleza, harmonia, equilíbrio, arte. São palavras que de alguma forma estão relacionadas, unidas, guardadas uma dentro da outra como numa boneca russa (matrioshka) que guarda dentro de si outra mais pequena, e, assim, até chegar à de menor tamanho, mas a mais importante, porque cria o modelo ou molde para todas as outras. Imagem: Apolo e as nove musas. Domínio Público

Idadismo ou Geração 20/21

Quando o escritor americano Cormac McCarthy publicou em 2005 o seu romance “Este país não é para velhos” (No country for old men), que logo seria levado ao cinema em 2007 pelos irmãos Coen, estava assinalando, talvez sem desejá-lo, uma premonitória frase que recorda a discriminação por causa da idade. Imagem: Casal idoso. Creative Commons

Aristóteles

Durante dois mil anos valia tudo aquilo que Aristóteles (384-322 a.C.) afirmou como dogma incontestável – escreve o autor italiano Luciano de Crescenzo. Mesmo que isto não seja totalmente correcto é difícil desvalorizar o significado científico de Aristóteles. Ainda no início da idade moderna cada tentativa séria de obter um progresso científico tinha de começar com um ataque às doutrinas individuais de Aristóteles. Imagem: Aristóteles, Ceuta (Espanha). Creative Commons

Sobre o Tempo

Falar sobre o Tempo é difícil, pois como diria Irwin Schrodinger, a “ linguagem vulgar é prejudicial porque está por completo imbuída da noção de tempo – não podemos empregar um verbo (verbum, “a palavra”; em alemão: Zeitwort) sem o usarmos num ou noutro tempo verbal”. Imagem: Eduardo de Sousa Beltrame. Creative Commons

O que se esconde detrás do Santo Sudário? (Parte II)

Neste ponto, a história substitui a mitologia, como é o caso, por exemplo, da fundação de Roma ou da Guerra de Tróia. Os resultados das investigações tornam-se mais precisos e tendem a ser contemporâneos dos factos, e tanto é assim que várias figuras importantes da época, como Calvino, gozavam com a aparente capacidade da Igreja Católica de repor o que foi perdido ou queimado. Imagem: Fotografia do Sudário em duas versões à esquerda, em positivo; e à direita, negativo. Domínio Público

O que se esconde detrás do Santo Sudário? (Parte I)

Estamos no século XIX. Das centenas de lenços de diferentes tamanhos que existem no mundo representando todo o corpo ou apenas o rosto de um homem, – presumivelmente Jesus Cristo – o mais impressionante e venerado é o que se conserva em Turim. O Papa Pio VII, um grande devoto desta relíquia, a caminho de Paris, pediu para a ver e a urna foi-lhe aberta. Corre o ano de 1804. Imagem: Fotografia do Sudário em duas versões à esquerda, em positivo; e à direita, negativo. Domínio Público

A Música em “Casablanca”

Numa manhã de sábado, enquanto eu assistia e ouvia um concerto na televisão, uma das músicas chamou a minha atenção. Tratava-se da suite “Casablanca” de Max Steiner, que fazia parte de um programa de temas norte-americanos, ou sobre a América do Norte, como a “Rapsódia Azul” de Gershwin ou o Quarto Movimento da “Sinfonia do Novo Mundo”, de Dvorak, entre outros. Esta suite chamou a minha atenção porque é, em essência, a música que identifica aquele filme, englobando os diferentes momentos pelos quais passa o seu enredo, desde os de maior tensão aos mais íntimos ou românticos. Como é o caso da Marselhesa, que todos já identificamos com “Casablanca”. Imagem: O músico Dooley Wilson e o ator Humphrey Bogart em “Casablanca”. Domínio Público

O Destino

Imersos nas atrações dos jogos da Vida (os jogos de Maya), o Destino apresenta-se-nos como uma forma de sorte, uma espécie de roleta ou lotaria, onde a casualidade é a que impõe uma maior ou menor felicidade dos homens. Imagem: Caminho. Creative Commons

O Aspeto Esotérico da Cavalaria

O termo “cavalaria” vem do francês “chevalier”, que significa “cavaleiro”. Simbolicamente, o cavalo representa o corpo com suas energias e emoções associadas, enquanto, o cavaleiro, representa o eu superior do ser humano, a melhor e a mais nobre parte de nós mesmos. O cavaleiro não é perfeito, mas está no caminho para a perfeição. Imagem: Lancelot e Guinevere, pintura de Herbert James Draper (1890). Public Domain

O Misterioso Sol Central da Doutrina Secreta – O Coração da Nossa Galáxia

Nos livros “Isis sem Véu” de 1877 e “Doutrina Secreta” de 1888 de H.P. Blavatsky (1831-1891) encontramos referências a um misterioso Sol Central e Obscuro de enorme importância na economia do Universo. Imagem: A National Science Foundation e o Event Horizon Telescope contribuem para as primeiras observações do buraco negro no coração da distante galáxia Messier 87. Creative Commons

Joana d’Arc

Nos anos de juventude muitos temos uma etapa que eu chamaria épica, na qual há um desejo de viver aventuras que apenas alguns conseguem realmente. Os que não conseguem, buscam-nas em outras formas: por um lado, ao assumir riscos desnecessários que vão desde a ingestão de álcool em grandes quantidades até à condução de uma forma imprudente sem necessidade de fazê-lo, o que supõe uma autêntica deformação do espírito de aventura e uma busca de riscos irracionais sem razão de ser; a outra vertente tem a ver com o conceito de Homem “espectador” surgido no século XX, como consequência, primeiro, de habituar-se a ver a vida em filmes, depois na televisão e que termina talvez, a sua culminação, com a era da internet. Imagem: Jeanne d’Arc, Jules Bastien-Lepage. Public Domain

A Procrastinação – Um Esclarecimento Sobre o Sentido das Nossas Ações

O procrastinador retarda a execução daquilo a que se tinha proposto. A ação em vista, se tinha um valor simbólico ou emocional, transformou-se num fardo de poucos benefícios! Assim, o “procrastinador” ou “especialista em adiar” prefere orientar primeiro a sua ação para aquilo de que gosta, para aquilo que lhe parece mais “lúdico”. Fica indiferente ao que acontecerá no futuro, sendo mais forte a gratificação instantânea do que a justa ação a longo prazo. Imagem: Relógio astronómico situado na Praça da Cidade Velha de Praga. Creative Commons

Vamos Conversar sobre Colapsologia?

A História ensina-nos que as civilizações se erguem e caem; desde que nascem, acabam eventualmente também por morrer. Algumas morrem de forma dramática, outras simplesmente desvanecem-se e são gradualmente substituídas por outras. Faz sentido estudar como as culturas e civilizações do passado morreram e ver o que podemos aprender com elas.

Sobre a sanidade

Entre tantos valores que se sentem falta, a sanidade ocupa um lugar muito especial. Se estar lúcido é o contrário de estar louco, hoje existem características variadas de loucura em todos os níveis humanos, ao ponto que é difícil reconhecer quem é quem e de onde se encontra o subtil limite que diferencia uns dos outros. Imagem: Alegoria da Prudência. Girolamo Macchietti. Dominio Púlico

China, uma Amálgama de Povos

A China, com quase 1400 milhões de habitantes, é um país onde as pessoas mantêm o vínculo à sua história e às suas tradições. O seu legado, tão estranho aos nossos costumes, é fruto de uma história ininterrupta de três milénios e meio, e que chegou até nós através de uma quantidade enorme de documentos escritos. Imagem: Pessoas de Naxi carregando os cestos típicos da região. (Lijiang, Yunnan, China). Creative Commons

No Centenário de Sophia de Mello Breyner (1919-2004)

Há alguns meses cumpriu-se o centenário do nascimento da ilustre poetisa Sophia de Mello Breyner, o seu busto contempla desde o Miradouro de Santa Graça em Lisboa, a paisagem urbana e o rio que contemplou da sua casa a autora de “A Menina do Mar”, e os seus restos mortais repousam no Panteão Nacional raríssimo privilégio concedido a poucos. Imagem: Pedras na praia da pedra furada. Wikimedia Commons

Os Peles Vermelhas no Cinema

O tratamento que o cinema deu aos chamados “Índios pele-vermelhas” – que agora se chamam de “nativos americanos” no discurso moderno e politicamente correto – evoluiu de uma visão depreciativa para uma mais respeitosa ou, dito de outra forma, passou de ser os “maus” para ser os “bons”. Isso coincide, embora não exatamente, com a atitude da população norte-americana em relação a este coletivo composto pelas diferentes tribos que povoavam o vasto território americano, uma vez que essa mudança aqui é relativa. Imagem: Chefe índio americano. Dominio Púlico.

Florence Nightingale: A dama da lâmpada

Se a enfermagem é o que é nos dias de hoje, devemos ao esforço e dedicação de Florence Nightingale, uma mulher suficientemente forte para desafiar o status social vigente na sua época e determinada em enfrentar todo o tipo de adversidade para colocar em prática aquilo que acreditava ser o melhor para a sociedade.

Conexões Humanas São Mais Importantes do que as Digitais

O que prefere: encontrar-se com um amigo para um café ou passar a mesma quantidade de tempo trocando mensagens, de trás para frente, sobre o mesmo tópico? Muito provavelmente a maioria de nós prefere a primeira, mas normalmente acabamos por fazer a segunda. Mas será que dez mensagens podem realmente igualar-se a uma conversa cara a cara? Pode um emoji substituir o sorriso e o olhar nos olhos de um amigo? É a rede digital o mesmo que uma comunidade?