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Pragas

Peste!

Jorge Ángel Livraga 0 379

Li muito sobre as diferentes pestes que assolaram o planeta em diferentes épocas e lugares. Vi as maravilhas arquitetónicas que se ergueram em memória do seu término, atribuindo-lhe a intervenção divina, como é disso exemplo a famosa Coluna da Peste de Viena. Viajei repetidamente por países onde diferentes formas de doenças mortais, englobadas na palavra “peste”, são endémicas. No momento em que escrevo, Junho de 1991, a UNDRO comunica que em não menos de 60 países existe alguma forma de peste, e não parece que exagerem. Mas jamais me ocorreu viajar conscientemente até ao foco de uma peste declarada (os chamados países do Terceiro Mundo costumam ocultar as suas doenças para não se desprestigiarem, já que se consideram “em vias de desenvolvimento”, ou simplesmente para não espantar o turismo). Assim se dissimula a doença de chagas, a varíola, a febre amarela, o tétano, a raiva, a triquinose, a doença do sono, o paludismo , etc., que atingem as áreas mais deprimidas com intensidade variável, habitadas pela nossa triste Humanidade, onde pelo menos 60% vive em condições precárias, da qual uns 40% não tem uma melhor esperança de vida do que aquela que tinham os povos de há 4.000 anos na Europa.

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