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O Ramo Rebelde do Cipreste

José Carlos Fernández 0 581

Se há uma árvore que nos exalta com a sua verticalidade é, sem dúvida, o cipreste. Guardiães nos campos, e dando uma aura e perfume de eternidade nos jardins em que sempre reinam, a sua firmeza fá-los semelhantes a uma chama verde, ou a uma espada no alto. Silenciosos, solenes, amigos e confidentes dos tristes e meditativos, os gregos consagraram-no a Apolo, talvez por causa de sua tendência para o alto e para a unidade, erguidos para o céu fazendo convergir na ponta todo o sereno dinamismo da sua força vegetal, sem tendências laterais. Os seus braços ou galhos não se abrem querendo abraçar o horizonte e a luz. Não. Elevam-se, todos juntos, em apertado abraço, como um feixe de mistério e, raramente, parecem dispor-se em espiral ascendente junto a alguma torre de uma igreja, quase como que desafiando-o com a sua crescente perenidade.

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