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Música

Consciência Humana e Consciência Artificial

Juan Martín Carpio 0 1117

Pelo menos é curioso, senão ridículo, observar como em livros, filmes, etc., se justifica a «humanidade» de certas máquinas ou robôs pelo facto de terem sensibilidade e emoções.
Não tem muitos anos, numa famosa série, Star Trek, uma personagem curiosa era o do cientista-chefe Spock, metade humano e metade nativo do planeta Vulcano. Ao longo da série, ele luta constantemente entre a sua metade vulcana, caracterizada pela razão e a lógica, e a sua metade humana, regida pela emoção. Muitos duvidavam precisamente da sua humanidade pela sua aparência fria, por não expressar emoções.

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A Arte de Maria Bethânia

Ricardo Santos 1 636

A música trabalha com potências. Toda a música. Porém, a música erudita e, nesta, sobretudo a instrumental, quase que totalmente, porque abstrai da voz e do seu fonologocentrismo. Ainda que, no caso do canto lírico, a técnica vocal que este implica seja, desde logo, já uma das formas em que a voz se deixa diluir para além do logocentrismo. A arte do canto lírico seria a do contorno do logocentrismo, na exacta medida da formação artística que expressa. Se é exacto que o canto lírico é uma arte derivada da poética como potência da alma, esta potência joga-se ela-mesma no limiar aberto pela fonética própria a essa arte. Talvez a técnica do pianíssimo de Montserrat Caballé fosse aqui absolutamente paradigmática. É nesta medida que a música devém potente.

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Plotino e os Degraus da Virtude

Henrique Cachetas 4 1510

De acordo com a tradição deixada por Platão, as virtudes cívicas são quatro: a sabedoria, a coragem, a moderação e a justiça. Estas são as virtudes que fazem o nosso eu terreno assemelhar-se tanto quanto é possível a um reflexo do mundo inteligível. Isto é possível pois todas resultam da aplicação de uma mesma Medida, ou seja, de um sentido ético profundo da alma humana, proveniente da Inteligência, que assim consegue conduzir todos os pensamentos, emoções e ações pelo caminho medido, isto é, o caminho reto e virtuoso.

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Inteligência Estética. Um Fator de Equilíbrio.

Quando falamos de equilíbrio ou de harmonia, do que falamos? Quando falamos de estética, a que no referimos? Estética, beleza, harmonia, equilíbrio, arte. São palavras que de alguma forma estão relacionadas, unidas, guardadas uma dentro da outra como numa boneca russa (matrioshka) que guarda dentro de si outra mais pequena, e, assim, até chegar à de menor tamanho, mas a mais importante, porque cria o modelo ou molde para todas as outras. Imagem: Apolo e as nove musas. Domínio Público

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A Música em “Casablanca”

Alfredo Aguilar 0 942

Numa manhã de sábado, enquanto eu assistia e ouvia um concerto na televisão, uma das músicas chamou a minha atenção. Tratava-se da suite “Casablanca” de Max Steiner, que fazia parte de um programa de temas norte-americanos, ou sobre a América do Norte, como a “Rapsódia Azul” de Gershwin ou o Quarto Movimento da “Sinfonia do Novo Mundo”, de Dvorak, entre outros. Esta suite chamou a minha atenção porque é, em essência, a música que identifica aquele filme, englobando os diferentes momentos pelos quais passa o seu enredo, desde os de maior tensão aos mais íntimos ou românticos. Como é o caso da Marselhesa, que todos já identificamos com “Casablanca”. Imagem: O músico Dooley Wilson e o ator Humphrey Bogart em “Casablanca”. Domínio Público

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As Formas de Arte e os Caminhos do Belo:
As Visões de R. Wagner e E. A. Poe

José Antunes 2 1082

Desde que o ser humano tem consciência de si mesmo, desde que deixou de caminhar olhando apenas para o chão vendo onde colocava os pés e ergueu o olhar para as nuvens ou estrelas, desde esse momento inicial, que todas as Tradições associam com a descida da consciência, a presença do Belo terá acompanhado a estrada da Vida que é a evolução humana.

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H. P. Blavatsky e a procura espiritual de Elvis Presley

José Carlos Fernández 2 2494

O que é menos conhecido é que o Rei do Rock era um autêntico apaixonado pela sabedoria antiga, motivado pela procura profunda do segredo da vida. Uma busca, infelizmente, desordenada – inclusive caótica – e sem um guia seguro para percorrer o labirinto de autores e temas que esta oferece. (…) Resta-nos, como da flor o seu perfume, a beleza que não morre de muitas das suas canções, a sua ternura e sensibilidade, a sinceridade da sua voz, de um carisma que ninguém pode negar, o impacto e transformação que gerou na sua época, que o convertem de um modo ou de outro, num dos “mitos do século XX”.

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