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Morte

O Dia e a Noite

São outra forma de ciclo, embora repetido num breve tempo que nós, humanos, calculamos como sendo de 24 horas. Este ciclo produz muito menos medo do que o outro maior das estações. Este é notado com mais assiduidade, e embora a nossa memória seja débil, pode recordar de um dia para o outro, de uma noite para a outra. Esta possibilidade de memória retira o medo.

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Nicolas Poussin, a Antiguidade Impõe a sua Marca na Mensagem Cristã

Didier Lafargue 0 273

Nicolas Poussin (1594-1665), pintor na corte de Luís XIII em 1640-1642, é um grande representante da arte clássica francesa do século XVII. Fascinado pela Itália, ele passou grande parte da sua vida em Roma. Na península, adquiriu esta sabedoria da Antiguidade que exprimirá nas suas obras; o estoicismo, em particular, fascinou-o verdadeiramente. A sabedoria foi reforçada pelas leituras de Montaigne, em casa de quem ele estava muito presente. Todos os seus quadros testemunham uma fé intelectualizada e perfeitamente serena. Se Philippe de Champaigne, seu contemporâneo, é um pintor místico, Poussin é um pintor filósofo, pois quer esclarecer intelectualmente a religião através da sabedoria antiga, da qual o cristianismo é o herdeiro.

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Os Exercícios Espirituais dos Filósofos Estóicos

Francisco Capacete 0 921

Pierre Hadot foi um dos mais importantes historiadores do pensamento antigo dos nossos dias. O seu profundo amor pela filosofia e pelo mundo antigo fez com que reparasse nas supostas incoerências do ensino dos autores clássicos. Foi quando descobriu que a filosofia do mundo antigo não é um discurso teórico isolado, mas sim uma reflexão repartida, em resultado de uma maneira especial de viver. Assim, os exercícios espirituais surgem aos olhos do professor Hadot como a peça que falta para completar a imagem da filosofia antiga. As incoerências no discurso desaparecem, e em seu lugar brilha uma autêntica correspondência entre pensamento, sentimento e acção.

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O que Fazem os Mortos no Além

Jorge Ángel Livraga 0 578

A questão da morte, já não como elemento subjetivo que incita à investigação filosófica, mas como algo real, quase tangível, que se aproxima inexoravelmente de todo o ser humano encarnado, foi, é e será algo que preocupa todo aquele que medite sobre isso de maneira autêntica, sem evasivas psicológicas. Nem o facto de estarmos interiormente seguros da nossa imortalidade é suficiente para vermos com indiferença este fenómeno natural que afeta a todos nós.

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Franco Battiato. Um Místico Contemporâneo. Parte II

Antony Capitão 0 366

Quando confrontado com o seu percurso, costumava dizer que começou pela filosofia indiana, e que entretanto encontrou Gurdieff, que impactou profundamente a sua vida. De forma muito resumida, podemos dizer que Battiato herdou a ideia da necessidade de um centro de gravidade permanente (fez da ideia uma das suas músicas mais conhecidas) , de harmonizar diferentes centros de uma falsa personalidade afim de dar voz e espaço a uma identidade mais profunda, identidade essa reflectida em todas as Tradições da Humanidade e que portanto faz parte de uma herança e conhecimentos universais.

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O Anjo Negro da Melancolia. Parte II

Françoise Terseur 0 318

Os planetas que na astrologia tradicional interagem com a vida na Terra, influenciam todos os processos de desenvolvimento da matéria cósmica que, no laboratório da ciência alquímica, é associada ao chumbo ou matéria negra. Esta pedra filosofal sofre as dores do parto para resgatar a sua essência espiritual, pura Luz incolor que irá insuflar a alma caída na negrura da terra saturnina, o esplendor da sua coroa solar.

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A Vida e a Morte

Delia Steinberg Guzmán 0 700

– Alvíssaras, felicidade! Acaba de nascer um menino! O nosso filho chegou à vida!
Assim festejam os homens a aparição de um novo ser sobre a terra. Tudo parece pouco para este pequeno corpito que necessita da proteção mais absoluta e dos cuidados mais carinhosos. Beijos, presentes, lágrimas de alegria e emoção marcam o acontecimento da vida.

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A Solidão

Delia Steinberg Guzmán 0 598

Na sinusoide da existência, há momentos que sobressaem da linha média, aos quais chamamos momentos de vida; e há outros que ficam abaixo do horizonte: são os que chamamos morte. Na realidade, tudo é existência, seja de um ou do outro lado da linha divisória. O fundamental é a passagem dessa linha, seja para nascer ou para morrer.

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Estação Onze, Um Duro Futuro Apocalíptico, mas Esperançado

Quando lemos o Apocalipse (o de São João, que é o mais conhecido, pois há outros apócrifos) a nossa imaginação fica vivamente impressionada pelas cenas de devastação, como a dos quatro cavaleiros da fome, da peste, da guerra e da morte. Não sabemos, tal é a nossa pequenez, se nos chega a consolar a descrição de Jerusalém Celeste e da pedrinha branca com o nome secreto de cada um, entregue aos vencedores. Pois sem entender que nas grandes tragédias da natureza ou das sociedades vive o grande poder renovador da mesma vida, deixamo-nos atordoar apenas pela visão da dor, do terrível, sem capacidade de ver mais além.

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O Sentido Oculto da Vida

Jorge Angel Livraga 1 1917

Desperta-me muito a atenção, como filósofo e como homem, que não haja uma preocupação mais profunda sobre o que é a vida e qual o seu sentido. Há coisas que afectam a uns e não afectam a outros, como os problemas políticos, económicos, mas há um problema comum que é o facto de que todos vamos morrer. Por isso surpreende-me, como filósofo e como homem, que haja tantos milhões de pessoas que não se preocupem seriamente em perguntar-se a si próprias e em perguntar aos grandes focos de Sabedoria da Antiguidade e aos grandes pensadores actuais o que é que tudo isto significa e que há por detrás disto.

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