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Juan Martín Carpio

Spinoza: os Livros Escritos no Inferno

Se revermos os filósofos mais conhecidos, lembrar-nos-emos facilmente de Platão, Aristóteles, Sócrates, Descartes… Há, contudo, um nome geralmente esquecido, embora a sua importância no mundo moderno aumente de dia para dia, ainda que muitas vezes seja mal compreendido por aqueles que se reconhecem como seus seguidores ou que foram influenciados pelo seu pensamento.

Constituição do Homem no Antigo Egipto. O Ka

Imaginemos uma grande central elétrica numa cidade, capaz de fornecer energia a qualquer casa, na forma de quilovolts de eletricidade. Essa energia seria equivalente ao conceito de “Prana” dos hindus, ou o “Ki” dos japoneses, ou o “Chi” dos chineses: a energia vital de origem solar que circunda toda a terra.

A Selva dos Deuses Egípcios e o Machado (II) Akhenaton e a Inquisição

No Egito ninguém “pertencia” a uma religião, não havia osirianos, ísisianos ou amonianos. Havia sacerdotes desses cultos, mas em muitos casos permutáveis, como uma espécie de cargos administrativos, e em qualquer caso os Sumos Sacerdotes desses cultos eram apenas representantes do faraó e este representava todo o povo perante o mundo do divino, sem distinções.

A Selva dos Deuses Egípcios e o Machado (I)

Antes de tentar entender o significado dos deuses do Egito Antigo, deve ser esclarecido o significado do hieróglifo que os representa. A palavra que geralmente é traduzida por “deus/deuses” é “neter/neteru”. O seu significado ainda não está esclarecido e o símbolo que o representa tem sido interpretado de muitas maneiras.

Constituição Interna do Homem no Antigo Egito. O Coração

Para os antigos egípcios, o coração corresponde a dois conceitos, um é o coração-mente, e o outro o coração psico-emocional que influencia com as suas mudanças as batidas do coração físico. Em todo o caso, o coração representa a consciência em movimento. Estes mesmos conceitos também se encontram na antiga China, onde recebem o nome de fogo imperial e fogo ministerial, respetivamente.

Infoxicação

Um novo dia começa. À nossa mente acodem recordações dos problemas recentes, talvez da nossa debilidade ou incapacidade para lidar com eles. Então a desorientação e o desconforto assomem ao nosso rosto.

De um modo instintivo tentamos escapar a tudo isso, quase compulsivamente ligamos a televisão, o rádio ou mais comumente o smartphone também conhecido como tonto-fone ou papagaio-fone, porque é claro, “smart” não é, pelo menos do nosso ponto de vista. Aqueles que são realmente “astutos” são os que promoveram o seu uso.

Constituição Interna do Homem no Antigo Egipto. O Aj

Antes de explicar o que é Aj, devemos esclarecer a imagem acima. Representa Aker, o leão, e embora apareçam representados dois é o mesmo em duas funções. O da esquerda, como o hieróglifo indica, é “Duaj”, que significa “Ontem”, e à direita está escrito “Sefer” que significa “Amanhã”. São representados de um lado e do outro por duas montanhas entre as quais aparece o Sol, nascendo ou se pondo. Este último, as montanhas e o sol, é chamado de Ajet, uma palavra relacionada com o Aj que estamos estudando. Ajet é o “Horizonte Luminoso”.

Constituição Interna do Homem no Antigo Egito. O Ba e a Sombra

Aparece frequentemente representado como um pássaro – falcão, cegonha ou íbis – com cabeça humana, com o símbolo do fogo em frente – o quarto elemento da série terra, água, ar e fogo, ou corpo físico, vital, emocional e mental que nos recorda o seu sentido espiritual e ao mesmo tempo a sua origem no mental. O Ba manifesta-se a partir da morte, existe no interior, mora no coração do ser vivo, mas só quando morre aparece claramente definido. São abundantes os amuletos na forma de coração, nalguns pode-se ver uma cabeça humana surgindo do coração e, noutros casos, um falcão com cabeça humana, o Ba. Imagem: Duas imagens do Ba. Templo de Dendera. Creative Commons