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Jorge Angel Livraga

Jorge Angel Livraga (1930 – 1991) foi Fundador da Organização Internacional Nova Acrópole.

Necessidade de Ecologia Política

Nos últimos anos comprovamos um interesse, a nível mundial, sobre a necessidade de harmonizar o Homem com a Natureza. Antigos preconceitos “religiosos”, unidos ao crescimento deformado da nossa civilização materialista degenerada, numa adoração aberrante do técnico–artificial e de um subjetivismo desumanizado, levaram-nos a este momento histórico altamente conflituoso e asfixiante, sumamente perigoso e com pressentimentos de um futuro apocalíptico. Imagem: Palácio de São Bento, Lisboa. Casa do Parlamento Português. Creative Commons

Artistas e Artesãos

O artista é um pontífice. É uma ponte, uma ligação, uma relação entre o mundo invisível e o mundo visível. É aquele capaz de interpretar o secreto, o oculto, o que vulgarmente não se vê, e o traz ao nosso mundo, na forma de música, pintura, escultura, arquitetura, para que todos possamos participar dele.

Amanhecer e Ocaso do Homem Tecnológico

Que importância teve a técnica no devir da Humanidade? Nos nossos dias, estamos imbuídos num culto à técnica, de tal maneira que calibramos os graus e excelências das civilizações com base nas suas técnicas mais ou menos avançadas. Nem todos os povos deram a mesma importância à técnica e é um erro observar as diferentes civilizações do ponto de vista do desenvolvimento, somente neste aspeto.

Para uma Nova Cortesia

Devemos recrear uma nova cortesia, inspirando-nos no melhor da tradição iniciática, que permitiu a milhares de gerações uma convivência realmente humana que levou a conhecer-se a si mesmos e a perceber os demais através de um prudente culto à verdade, à beleza e à confraternidade. Pois assim como os homens evitam a companhia dos animais ferozes e repugnantes, os deuses afastam-se dos humanos degradados e desagradáveis, agressivos e vulgares. Tal é a lei da natureza que promove uma seleção dos mais aptos.

O Sentido Oculto da Vida

Desperta-me muito a atenção, como filósofo e como homem, que não haja uma preocupação mais profunda sobre o que é a vida e qual o seu sentido. Há coisas que afectam a uns e não afectam a outros, como os problemas políticos, económicos, mas há um problema comum que é o facto de que todos vamos morrer. Por isso surpreende-me, como filósofo e como homem, que haja tantos milhões de pessoas que não se preocupem seriamente em perguntar-se a si próprias e em perguntar aos grandes focos de Sabedoria da Antiguidade e aos grandes pensadores actuais o que é que tudo isto significa e que há por detrás disto.

Inefável Tintin

Tintin é essencialmente bom, valente e generoso. Não teme a solidão, nem o aborrece a companhia. A sua vida é uma aventura permanente, sem contudo deixar de ter uma certa tranquilidade aristocrática e de uma serena contemplação. As doenças, os ferimentos passam por ele, mas não o abatem, pois Tintin… tal como aquele que levamos dentro da alma, é eternamente jovem e o tempo não o afecta.

Era uma vez um rio

Era uma vez um rio – diz uma velha tradição oriental – que corria mansamente no seu cómodo leito de barro. As suas águas eram turvas e nelas viviam peixes da cor do chumbo que buscavam o seu alimento no lodo.

Necessidade de homens bons

Não houve nenhum filósofo nem pensador que pusesse em dúvida tal necessidade, embora com a queda do Mundo Clássico, isto, evidente em si mesmo, ficasse condicionado a prévias razões teológicas, políticas e sociais, quando não simplesmente económicas.