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Filosofia

Ciência sem Consciência É a Ruína da Alma

Manuel J. Ruiz Torres 0 34

A Academia Real Espanhola define a palavra consciência com vários significados que têm a ver com a perceção do que está bem ou está mal ou com a capacidade de conhecer e refletir sobre algo. E ambos os sentidos serão usados ao relacionar ciência e consciência.
A frase «ciência sem consciência é ruína da alma» aparece na obra Pantagruel, do humanista, médico e escritor francês François Rabelais, no século XVI, e nela encontra-se a consciência como ponto de vista ético ou moral.

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Plotino e os Degraus da Virtude

Hélio de Orvalho 0 75

De acordo com a tradição deixada por Platão, as virtudes cívicas são quatro: a sabedoria, a coragem, a moderação e a justiça. Estas são as virtudes que fazem o nosso eu terreno assemelhar-se tanto quanto é possível a um reflexo do mundo inteligível. Isto é possível pois todas resultam da aplicação de uma mesma Medida, ou seja, de um sentido ético profundo da alma humana, proveniente da Inteligência, que assim consegue conduzir todos os pensamentos, emoções e ações pelo caminho medido, isto é, o caminho reto e virtuoso.

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Séneca e a Educação dos Príncipes

José Carlos Fernández 0 164

Há muitos anos, numa aula com o professor Jorge Ángel Livraga (1930-1991), surgiu uma questão sobre a natureza do programa escolástico que seguíamos na Nova Acrópole, que não é só intelectual, mas também de desenvolvimento de valores morais. E ele respondeu, com toda a naturalidade, “claro, porque vós (…) estão a receber uma educação de príncipes”. Essa afirmação, com a espontaneidade e total convicção com que o disse, impressionou-me vivamente…

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A Via de Plotino. A Caminho do Uno

Hélio de Orvalho 0 158

Quanto mais investigamos a diversidade de visões existentes acerca do Universo e do Ser Humano, mais nos apercebemos do monumental trabalho implicado na procura genuína da verdade.

São tantas e aparentemente tão diversas as filosofias do mundo e dos séculos, tão variados e aparentemente tão distintos os caminhos propostos para o entendimento humano, que é natural surgir uma certa indecisão – quando não um cepticismo – sobre qual a melhor filosofia e o caminho mais propício a conduzir-nos à meta.

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Perguntas de Natureza Filosófica e Científica

Anton Musulin 0 176

Neste número do boletim, colocamos uma série de perguntas importantes de natureza filosófica e científica e tentamos dar algumas respostas que possam colocar ainda mais perguntas. A ideia principal é esclarecer que há muito que não sabemos sobre o Universo e destacar a necessidade de reconhecer e aceitar as limitações do nosso próprio conhecimento. Ao contrário da natureza monológica dos textos e ensinamentos dogmáticos, a filosofia e a ciência são dialógicas e sugerem a busca de respostas aceitáveis e mais verdadeiras para as perguntas difíceis.

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Os Arquétipos em Platão e Carl Jung

María Kokolaki 0 197

Carl Gustav Jung foi um médico psiquiatra, famoso pelo seu estudo e experimentação sobre o mundo psíquico humano. A sua contribuição para a psicanálise é fundamental e marca claramente um antes e um depois no estudo da psique. Consciente da profundidade e complexidade do mundo psíquico, incorporou na sua metodologia estudos de Antropologia, Alquimia, Arte, Mitologia, Filosofia, Religiões comparadas e Sociologia. Assim, as suas próprias viagens e experiências também foram muito importantes.
Neste artigo, propomos uma reflexão sobre a noção de arquétipos nos estudos do psiquiatra suíço e nos diálogos do filósofo grego Platão, uma vez que o primeiro tomou emprestado este termo das teorias platónicas para o introduzir no mundo da psicologia. No entanto, o termo não é tratado de igual modo pelos dois pensadores, não só devido à distância temporal que os diferencia, mas também devido à utilização que lhe dão.

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História Oculta da Espécie Humana

José Carlos Fernández 0 1101

Este livro é, na verdade, a versão resumida de “Arqueologia Proibida”, de Michael A. Cremo e Richard L. Thompson, de quase mil páginas. Este último, editado em 1993, é talvez, e o futuro o dirá, um dos livros mais importantes do século XX, pelo menos no que diz respeito à revisão histórica, e usando a palavra “revisão” no melhor sentido, ou seja, o da revisão necessária do que foi manipulado, adulterado, intencionalmente ocultado, etc.

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Infoxicação

Juan Martín Carpio 0 732

Um novo dia começa. À nossa mente acodem recordações dos problemas recentes, talvez da nossa debilidade ou incapacidade para lidar com eles. Então a desorientação e o desconforto assomem ao nosso rosto.

De um modo instintivo tentamos escapar a tudo isso, quase compulsivamente ligamos a televisão, o rádio ou mais comumente o smartphone também conhecido como tonto-fone ou papagaio-fone, porque é claro, “smart” não é, pelo menos do nosso ponto de vista. Aqueles que são realmente “astutos” são os que promoveram o seu uso.

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O que é a Nova Acrópole?

Jorge Ángel Livraga 0 1939

Vamos começar a conversa de hoje tratando de definir o que é que faz a Nova Acrópole. Primeiramente, o seu nome marca a intencionalidade de fazer uma cidade alta, não no sentido material, mas sim no sentido espiritual. Além disso, chamamo-nos “escola” ou “movimento filosófico”. Hoje entende-se por filosofia algo muito abstrato, mas para os clássicos a filosofia era algo muito mais amplo. Na época pós-cartesiana dividiram a filosofia, a ciência, a política, a arte e a religião. Isto tem criado dentro da Humanidade verdadeiras tribos, com os seus totens e os seus tabus. Quer dizer, que os letrados se reúnem com letrados, os militares com os militares, os músicos com os músicos.

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O Sentido Oculto da Vida

Jorge Angel Livraga 1 1280

Desperta-me muito a atenção, como filósofo e como homem, que não haja uma preocupação mais profunda sobre o que é a vida e qual o seu sentido. Há coisas que afectam a uns e não afectam a outros, como os problemas políticos, económicos, mas há um problema comum que é o facto de que todos vamos morrer. Por isso surpreende-me, como filósofo e como homem, que haja tantos milhões de pessoas que não se preocupem seriamente em perguntar-se a si próprias e em perguntar aos grandes focos de Sabedoria da Antiguidade e aos grandes pensadores actuais o que é que tudo isto significa e que há por detrás disto.

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H. P. Blavatsky e a procura espiritual de Elvis Presley

José Carlos Fernández 2 1213

O que é menos conhecido é que o Rei do Rock era um autêntico apaixonado pela sabedoria antiga, motivado pela procura profunda do segredo da vida. Uma busca, infelizmente, desordenada – inclusive caótica – e sem um guia seguro para percorrer o labirinto de autores e temas que esta oferece. (…) Resta-nos, como da flor o seu perfume, a beleza que não morre de muitas das suas canções, a sua ternura e sensibilidade, a sinceridade da sua voz, de um carisma que ninguém pode negar, o impacto e transformação que gerou na sua época, que o convertem de um modo ou de outro, num dos “mitos do século XX”.

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Os Princípios da Criação

Isabel Areias 0 550

Este Amor que Shiva sente pela dançarina representa o Amor Celeste, o Amor Superior necessário à Criação pois é o Amor que liga o Homem a Deus, é o Amor que levou Shiva a passar da contemplação à ação. O mesmo Amor que leva o Homem a subir a Escada Divina rumo ao Uno, ao Absoluto.

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As aplicações espirituais da concentração

José Ramos 0 821

O egoísmo e egocentrismo, assim como o instinto de poder mal dirigido, faz-nos qualificar essas sombras com os atributos do poder do real conhecimento, isto é, como eterno, puro e fonte de felicidade, mas que a vida se encarregará de fazer cair essas máscaras mostrando com uma certa dose de sofrimento, não só para nós mas para o mundo que fomos tecendo à nossa volta.

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Como a mente constrói e destrói a realidade

Françoise Terseur 0 1394

A Unidade é a presença do eterno em nós, o ponto de partida e o ponto de chegada da alma que regresse a casa. O mal e o sofrimento são a consequência da resistências do eu em colocar a sua luz sobre aquilo que permanece, o sofrimento nasce do contacto com o impermanente, o mérito e o desmérito são resultado das nossas acções pois a alegria segue o acerto e a dor a falta.

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O Ser Humano como coisa

Henrique Cachetas 1 985

Ver o Homem como coisa, como um pedaço de matéria animada, alterável, reprogramável, melhorável através do acrescento de peças ou da remoção e troca de partes, físicas ou psicológicas, é castrá-lo daquilo que realmente o faz humano: um ser com vontade, amor e inteligência, com um potencial infinito dentro de si, ainda por descobrir. Essa dimensão desconhecida, nas profundezas da sua subjectividade, esse mistério é aquilo que, tornado consciente, nos pode elevar desde sermos um pedaço de terra que olha o céu numa noite escura, até um pedaço céu que olha a terra para a iluminar.

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A Mulher de Branco

José Carlos Fernández 0 533

Os filósofos herméticos diziam que tudo aquilo que possamos encontrar fora, com os sentidos, vive como ideia dentro de nós, somos o microcosmos de um macrocosmos, o espelho do universo. Então nós mesmos somos a noiva que corre, esperançada, ou a intuição que nos chama até ao bom e melhor; e a pedra que resiste, não porque neste caso queira honrar o seu passado, numa guarda perene, mas porque não somos capazes de nos libertar dele.

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A honestidade, verdadeira beleza

Carmen Morales 0 846

A falta de honestidade no ser humano é um problema não só individual, como também social. Uma pessoa honesta inspira confiança enquanto que o contrário gera insegurança, desconfiança e, inclusivamente, temor. As bases das relações humanas fundam-se na confiança mútua e quando esta falta, a sociedade desintegra-se porque sentimo-nos traídos.

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