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Cristóvão Colombo

O Mito, a Profecia, a Ciência e a Linguagem Simbólica

Carlos Paiva Neves 0 169

A sociedade do nosso tempo, confronta-se sistematicamente com a natureza das fontes para credibilização do conhecimento. As fontes do conhecimento são frequentemente confundidas com as fontes de opinião e de informação, que tendem a causar, ainda mais desordem no seio da Humanidade, pela conflitualidade da avalanche dos fluxos informativos, geradores de múltiplos focos de tensão entre essas próprias fontes. A civilização atual parece incapaz de criar novos mitos, sobretudo aqueles que teriam a capacidade de construir as pontes entre os diversos ramos do conhecimento. É cada vez mais necessário olhar o Todo, sem perder de vista o particular, e exercitar a visualização dos elos mediadores, para capacitar gradualmente a Humanidade, com a compreensão dos fundamentos para a sua existência. Foram os mitos que chegaram até nós, que impulsionaram o ímpeto científico, pois ambos têm a mesma origem, sendo duas faces da mesma moeda.

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Sobre as Vidas Gémeas

Carlos Adelantado 0 321

O objetivo destas linhas não é, de forma alguma, oferecer um estudo académico aprofundado sobre as almas gémeas, muito menos perder-se em intrincados meandros do ocultismo onde o mais fácil e provável é cometer ingénuos erros; não é sequer correto, talvez, falar de almas gémeas quando a verdadeira intenção é seguir os passos, profundos e inquietos, dos grandes homens que foram no mundo. Vale a pena falar, portanto, com verdadeiro entusiasmo e sem falsos preconceitos, de Corações Irmãos. No mundo antigo, especialmente no que nos diz respeito aos episódios de guerra, temos numerosos testemunhos disto. Homero, o filho predileto das Musas, conta-nos no último ano da Guerra de Troia, como em pleno combate e no auge da batalha, encontrarão-se, do lado grego, o líder Diomedes, e do lado troiano, Glauco. Estes dois guerreiros, unidos pela sagrada hospitalidade que revelaram os seus antepassados, vão trocar as suas armas em sinal de amizade, sem que o sangue derramado à sua volta numa furiosa oferenda à dor e à morte, seja um obstáculo que os impeça de estarem em harmonia, isto é, coração com coração. De bronze eram as armas de Diomedes, filho de Tideo, e forjadas em reluzente ouro tinham sido as de Glauco.

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