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Crianças

Alice no País das Maravilhas

Cláudio Fernando Brito 0 184

Este trabalho teve como base dois vetores: o primeiro foi o facto de o trabalho de Lewis Carrol ser, por si só, um corpo laboral envolto em mistério e simbologia, muito mais se o estendermos à vida do próprio autor – Charles Lutwidge Dogdson – que, por intermédio de charadas e contos nos fez descobrir uma das obras mais vendidas do mundo da fantasia e, igualmente, da literatura juvenil e adulta – Alice no País das Maravilhas. Contudo, considerar um mundo de maravilhas a vida do autor será apenas um sonho idílico, já que, por intermédio de uma análise cuidada (e um pouco freudiana, confessamos) do autor, descobrimos sonhos reprimidos, pulsões fortes, simbologias de desejos proibidos e uma grande dança entre o divino e o maligno. O segundo vetor foi a própria obra e a sua simbologia transcendental, muito pouco analisada e, por vezes, até negligenciada. Negligenciada, porque a análise freudiana e onírica do Eros e do Thanatos ocupa a maior parte das obras de análise do conto infantil e, por essa mesma razão, perdem-se outras análises, deixando apenas à vista a polémica e deixando a obra numa espécie de Maya, sala produtora de ilusões. Todavia, devo partir de um princípio empírico factual para depois o mergulhar numa análise simbólica transcendental, sem que para isso perca a lucidez. Analisarei a obra por aquilo que a obra se me apresenta, um conto baseado ora na imaginação ora na fantasia, uma obra com uma intensa ligação à realidade e uma obra que, ao contrário da maior parte das obras infantis, não tem uma moral direta, mas sim uma lição obscura, obscura não por ser negativa ou, de alguma forma, maligna, mas sim obscura por estar envolta em muitos véus. Todavia, eis que a vida de Lewis Carroll não é mais do que isso… uma vida envolta em véus.

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O Jogo

Delia Steinerg Guzmán 0 891

Era uma vez uma criança muito séria, tão séria que sentia uma profunda pena das outras crianças que passavam os seus dias a brincar. Esta criança tinha notado que as bonecas, carrinhos, máscaras e outros brinquedos não tinham realidade e valor para os adultos. E assim, ele não quis ser menos e decidiu dispensar estes enganos.

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Adeus, Maestro Abreu

Embora a verdadeira política nunca deva ser desonrada, há prémios que, tendo sido politizados, foram desonrados. Um dos exemplos mais aflitivos disso foi, como todos sabemos, o Prémio Nobel da Paz dado a Obama em 2009, pouco depois de ele ter conquistado a presidência do país mais poderoso da Terra? Imagem: José Antonio Abreu numa projeção de uma palestra TED. Creative Commons

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