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consciência

A Conquista Interior

Delia Steinberg Guzmán 0 1263

Fazemos esta publicação como uma pequena homenagem a Delia Steinberg Guzmán, trata-se de um dos seus inúmeros artigos, sempre iluminado por uma clareza extraordinária e um sentido prático que, além disso, demonstrou claramente com o exemplo da sua própria vida. Neste caso, é um dos textos que integra o seu livro Filosofia para vivir (Editorial Nueva Acropolis. Madrid, 2019), e que transmite ensinamentos tão inspiradores como este: «A vida é um tesouro de sabedoria quando se aprende a vencer o medo em cada passo. Trata-se da tua vida, dos teus passos. Não tenhas medo».

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Outras Dimensões

João Porto 0 1188

A Física ensina-nos que o Presente é, entre o fluxo contínuo do Futuro e o Passado, a unidade de tempo mais ínfima que não podendo ser mais dividida pode ser resolvida a 10-43 segundos. Esta ínfima parte indivisível é conhecida como o tempo de Planck.

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Consciência Humana e Consciência Artificial

Juan Martín Carpio 0 1156

Pelo menos é curioso, senão ridículo, observar como em livros, filmes, etc., se justifica a «humanidade» de certas máquinas ou robôs pelo facto de terem sensibilidade e emoções.
Não tem muitos anos, numa famosa série, Star Trek, uma personagem curiosa era o do cientista-chefe Spock, metade humano e metade nativo do planeta Vulcano. Ao longo da série, ele luta constantemente entre a sua metade vulcana, caracterizada pela razão e a lógica, e a sua metade humana, regida pela emoção. Muitos duvidavam precisamente da sua humanidade pela sua aparência fria, por não expressar emoções.

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Reflexões sobre a Doutrina Secreta

George Arundale 0 569

A Doutrina Secreta faz os seus leitores pensarem em si próprios. É um vai comigo para a consciência maior, em cada um de nós, e esta é uma das razões porque muitos não veem utilidade – as suas consciências maiores estão adormecidas e não estão em condições de despertar. É assim tão menos importante ler A Doutrina Secreta, e muito mais importante senti-la. Arriscaria duvidar se H.P. Blavatsky ela própria sabia sempre o que estava escrevendo, ou no mínimo compreendia muitas das implicações das palavras que escrevia. Duvido igualmente se ela estaria sempre preparada para dizer o seu significado. Certamente não podia, tendo em conta as imensas limitações de linguagem comparativamente mais jovens, e, no caso das línguas ocidentais, mais ou menos com o estágio particular que o mundo tinha alcançado. Inevitavelmente, ela vivia tempos obscuros.

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É bom Recordar o Passado?

Carlos Adelantado 0 817

Os povos que esquecem a sua história estão condenados a repeti-la.
Esta é uma questão que, simplesmente jogada na arena da opinião, pode levar à adopção das mais variadas posições dialéticas, sejam de natureza pró-futurista ou de índole conservadora, passando por um presente palpável, avassalador e “real”.
Isso é inevitável.

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As Perguntas de Göbekli Tepe

Paulo Alexandre Loução 0 1262

Quando chegamos ao campo arqueológico de Göbekli Tepe é o seu próprio espaço com a linguagem simbólica dos seus Ts que nos desafia a esquecer a nossa forma de pensar baseada na preponderância do externo, a fim de nos sintonizarmos com as suas perguntas que são, de algum modo, também respostas, ou indicações face ao grande mistério da Vida. Do ponto de vista externo, deparamos com uma arte e arquitectura muito evoluídas realizada por caçadores-recolectores do epipaleolítico, estamos no X milénio a. C. , ou seja, há cerca de doze mil anos. No momento do nível III de Göbekli Tepe, o mais antigo até agora conhecido, e o mais impressionante pela sua qualidade técnica, não havia ainda nem agricultura, nem domesticação de animais. Estes caçadores-recolectores deixaram a sua marca de eternidade em assombrosos menires-T com relevos de grande qualidade escultórica nos chamados recintos B, C e D – que estão integrados num monte artificial com quinze metros de altura e trezentos de diâmetro. Os altos-relevos seja em 2D ou 3D são impressionantes, representam sobretudo serpentes, raposas e javalis, mas também aves, escorpiões, predadores, e outros animais. Os menires-T são eles próprios antropomórficos estilizados. Não há um antes e não há um depois, directo, a esta cultura dos Ts, só se atingiria este nível de arte e arquitectura uns seis mil anos depois, seguindo a matriz cronológica actual da arqueologia. Note-se que os Ts do local, às dezenas, são monólitos de calcário trabalhados com um peso de várias toneladas, sendo que os mais altos do recinto D pesam mais de quinze toneladas.

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A Linguagem dos Símbolos

Carlos Adelantado Puchal 1 612

Em várias ocasiões costumamos referir-nos à Filosofia como uma busca do conhecimento que nos falta. Essa busca implica a acção de movimento em determinada direcção, e assim consultamos livros que outros escreveram, escutamos coisas que outros dizem e submetemos a nosso critério os pensamentos e raciocínios dos outros. É certo que no mundo exterior a nós próprios podem-se encontrar muitas respostas interessantes, porque é um mundo no qual se pode experimentar e, de maneira racional, estabelecer relações que nos levam a conclusões lógicas. É um mundo partilhado por milhões de seres humanos, basicamente com os mesmos problemas e as mesmas necessidades, embora seja forçoso reconhecer que varia muitíssimo o grau de intensidade de problemas e necessidades para uns e outros. Mas também é certo que no mundo interno, íntimo e privado de cada um de nós, também se pode experimentar e chegar a resultados válidos. Aqui nos encontramos mais sós, embora estejamos rodeados por milhões de seres humanos. Nesse âmbito interno, os nossos problemas e necessidades parecem-nos únicos, as nossas ideias as melhores e as nossas emoções fazem-nos crer que são intransferíveis. Estes dois mundos, o externo e o interno, são absolutamente reais para cada indivíduo e não podemos estar totalmente certos de saber e conhecer algo se não o experimentámos nestes dois planos da existência.

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Paralelos entre a Teosofia e a Ciência no Século XXI

João Porto 0 782

A Cromo Dinâmica Quântica (QCD), constitui hoje um dos pilares da descrição física do Universo através da teoria quântica dos campos. Além da interacção electromagnética, tanto a interacção fraca quanto a interacção forte são descritas por teorias quânticas de campos, que reunidas formam o que conhecemos por Modelo Padrão que considera, tanto as partículas que compõem a matéria fermiónica (quarks e leptões) quanto as partículas mediadoras de forças (bosões de gauge), atribuídas como excitações de campos fundamentais.

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O Caos

Isabel Areias 0 654

Os livros e textos sagrados que vamos conhecendo e estudando retratam sempre um momento inicial sobre o qual não existia nenhuma identificação concreta da matéria ou de uma existência em movimento. Esta ideia do “nada” ou de um “oceano primordial” assemelha-se a um estado que podemos definir como sendo o caos, um equilíbrio imóvel ou uma inércia em potência. Uma espécie de estado adormecido ou de Pralaya, tal como o útero de uma mãe aguarda algo que desperte vida no seu interior. Tesla referia que a dimensão obscura no universo está apenas adormecida, ou seja, à espera de algo que a desperte. Também o mesmo acontece no Ser Humano. No seu interior residem inúmeras zonas de matéria negra numa potência inerte à espera de algo que a torne consciente, viva e desperta.

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Sobre arte… Uma Singela Parte!

«Se no Musée du Louvre me impressionou o quadro “La jeune martyre” (1855), de Hippolyte De La Roche, no Ashmolean Museum impressionou-me muito mais o “Landscape with fishermen at the mouth of a river” (1937), de Georges Michel. Não só pela técnica aplicada, pois essa é, simplesmente, impressionante!

Sem dúvida que a manipulação pródiga da pintura do artista consegue manipular mesmo uma visão crua de observador. Eu diria que não escolhi a obra, mas que a obra me escolheu a mim. Mal a avistei fiquei presa: ao seu volume e conteúdo, à densidade da sua cor, à profundidade da sua técnica.

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As Quatro Estações

Quando os cientistas tentam explicar o porquê das variações climáticas que periodicamente se produzem no nosso planeta, fazem referência à inclinação do eixo da Terra em relação ao plano que descreve à volta do sol. Isto, somado ao facto de haver momentos de maior ou menor proximidade ao Sol, faz com que haja diferentes mudanças ao longo de um ano, que agrupamos em quatro e que, tradicionalmente, denominamos estações.

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Ciência sem Consciência É a Ruína da Alma

Manuel J. Ruiz Torres 0 1747

A Academia Real Espanhola define a palavra consciência com vários significados que têm a ver com a perceção do que está bem ou está mal ou com a capacidade de conhecer e refletir sobre algo. E ambos os sentidos serão usados ao relacionar ciência e consciência.
A frase «ciência sem consciência é ruína da alma» aparece na obra Pantagruel, do humanista, médico e escritor francês François Rabelais, no século XVI, e nela encontra-se a consciência como ponto de vista ético ou moral.

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O Tempo Interior e o Tempo Circunstancial

Isabel Areias 0 773

Existe no Tempo uma magia cujo acesso intuímos mas por onde o pensamento, na sua dimensão material, se vê na impossibilidade de transitar. Platão dividia a existência humana em dois mundos: o sensível e o inteligível. Ao primeiro cabe a vida física, visível e material, dominada pelo mundo dos sentidos e das aparências e, por isso, da projeção das nossas sombras, das nossas máscaras. Ao segundo cabe a Vida interior, invisível e superior, dominada pelo mundo real onde reside a nossa Essência, e o mundo das Ideias Puras, dos Arquétipos, ou seja, o princípio de tudo e de todas as coisas.

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O que me Disseram as Estrelas

João Porto 0 907

Em termos cosmológicos o espaço “vazio” é a realidade suprema e as estrelas serão as partículas que revelam a potência nele pré-existente. Chegam-nos das profundezas do Universo, ondas de Tempo reveladas pelas estrelas e trazidas pelo espaço. Todas as vezes quando levantamos o nosso olhar para o fundo estelar do céu nocturno, aquilo que se vê não é aquilo que é, mas aquilo que foi.

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Astrosofia, a Astronomia Ancestral

João Porto 0 1851

Astrosofia, literalmente sabedoria dos astros, acredita-se ser a mais antiga ciência conhecida sobre o nosso planeta. Faz parte integrante dos primórdios da cultura humana colocando a consciência como “objecto” matricial transversal a todo o Universo e integrando o ser humano e o ambiente numa dinâmica relacional estreita.

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Uma reflexão sobre Mahat a Inteligência Manifestada e a IA

João Porto 1 1321

e quisermos reflectir sobre a inteligência temos que recuar às origens dos Cosmos ou dos Universos múltiplos, socorrendo-nos da tradição mais antiga desta humanidade, os Vedas, em que cada qual tem uma relação de efeito com o que o precedeu, e de causa com o que lhe sucede (dignamente representada no mais recente modelo de Cosmologia Cíclica Conformal (CCC) de Roger Penrose), e cujas existências, por necessidade imperativa de uma simetria universal, resultaram de um “acto” da Inteligência/Consciência designado por nós como Hiper Campo Quântico do Espaço Infinito, ou o Lambda (ꓥ) da Constante Universal de Albert Einstein, o “AQUILO”. O Absoluto Ser e Não-Ser de Hegel ou o Arik-Anpin ou o Ain-Soph dos cabalistas, a vacuidade ou o Zunyata sânscrito.

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O Tempo – a Aliança com Cronos-Saturno

Os dicionários dizem do tempo que é “a duração das coisas sujeitas à mutação”. É evidente, portanto, que o que está sujeito à mudança é influenciado pelo Tempo, ao qual se deve adicionar que a partir da sua manifestação, ou seja, desde o seu ponto de partida, as coisas existentes estão sujeitas a uma permanente mutação. Imagem: Relevo que representa o trono velado de Saturno, Louvre. Obra romana do século I dC ou uma cópia renascentista. Creative Commons

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Uma ideia Septenária de Mundo

João Porto 0 1490

A Teoria Quântica dos Campos afirma que todos os ingredientes elementares que constituem a natureza, o mundo ou o universo, mais não são do que ondas vibratórias que se estendem no espaço, envolvendo tudo e, que ao interferirmos com essa onda provocamos o seu colapso pontual, gerando o fenómeno existencial da partícula. Daí que a natureza nos brinda com o constante e permanente fenómeno dualista onda-partícula. Imagem: O mundo. Flickr

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Constituição Interna do Homem no Antigo Egito. O Coração

Juan Martín Carpio 0 1746

Para os antigos egípcios, o coração corresponde a dois conceitos, um é o coração-mente, e o outro o coração psico-emocional que influencia com as suas mudanças as batidas do coração físico. Em todo o caso, o coração representa a consciência em movimento. Estes mesmos conceitos também se encontram na antiga China, onde recebem o nome de fogo imperial e fogo ministerial, respetivamente.

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Reflexões sobre Videojogos e o Mais Além da Morte

José Carlos Fernández 0 1243

Há uns dias vi um documentário da BBC que me impressionou muito . É a história de uma família com um filho, que tem uma doença degenerativa que o impede progressivamente de fazer uso dos músculos, e que vive quase confinado em casa até que morre com 25 anos. Salvo umas amizades familiares que o visitavam de muito em muito tempo, a sua vida social era quase nula. Imagem: Fantasia. Pixabay

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A Outra Face de Isaac Newton: O Alquimista

João António Ramos Ferro 0 1887

Newton não se preocupou somente em querer conhecer as leis do mundo externo. Ele também procurou conhecer as leis do seu mundo interno, não limitou o seu campo de saber apenas àquilo que imprime os sentidos físicos; assim sendo, ele foi o cientista pleno e a ele se poderia atribuir o título que foi atribuído a tantos que, tal como ele, exerceram este magistério de unir o Céu e a Terra, um Mago.

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