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Apolónio de Tiana

A Inevitabilidade da Luz Astral

Fénix 0 223

Muitas vezes, ouvimos e lemos sobre os conceitos mais diversos, havendo alguns que nos perseguem, na busca do seu mais profundo entendimento. A escolha deste título parece complicar ainda mais as coisas, mas é a nossa proposta para iniciarmos uma pequena viagem filosófica, em redor de um conceito, nem sempre devidamente assimilado, no quadro da nossa condição evolutiva. As dinâmicas da nossa natureza septenária são tão intensas, enredadas e complexas, que nos impelem de focalizar grandes estados de discernimento, para contemplarmos de facto a conquista do Céu. Encontramos imensos obstáculos no caminho para alcançar esse desiderato, reconhecendo que vivemos mergulhados numa corrente cármica de múltiplas existências, cujos registos interferem, sem nos darmos conta, com a existência atual. Confrontamo-nos então, com o conceito de Luz Astral (purificada ou corrompida), conscientes por um lado, de que não nos podemos evadir da sua presença, humildemente sagazes, por outro, quanto à necessidade de afastar a sua idolatria. Segundo o dicionário teosófico, a Luz Astral é uma região invisível que rodeia o nosso globo, e que corresponde ao Linga Sharira ou ao Duplo Astral no Ser Humano, no qual as emanações repugnantes da Terra, das quais a Luz Astral se alimenta, são todas convertidas numa essência mais subtil, que irradiam de volta uma energia congruente com a geração de epidemias, morais, psíquicas e físicas.

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O Mito de Pigmalião

José Carlos Fernández 0 464

Que mãe não tem orgulho dos seus filhos? Quem não se enamora das suas próprias obras? Shakespeare disse: “Não são lícitos os versos que não são banhados pelas próprias lágrimas”, e estas são lágrimas de amor e emoção. Mas, como podem comover-nos aqueles que nada mais são do que uma projeção de nós mesmos? Será que nos conhecemos? Eis aqui uma das chaves de uma verdadeira obra artística, o que faz por exemplo que o músico derrame lágrimas perante uma partitura que ele mesmo está criando. O que inspira o verdadeiro artista é o mais luminoso que de si, é uma corrente de “eletricidade divina”, que desce do mundo da beleza perpétua, onde vive a sua alma mais elevada. Todos conhecemos a acusação que foi feita a Leonardo da Vinci, quando ao comparar as caraterísticas de Gioconda com as suas, foram encontradas tantas semelhanças. Ele, como Pigmalião, estava enamorado pela melhor das suas obras, porque nela tinha fixado sua própria alma, e seguro de que para ele, tinha mais vida do que a sua vida. E, não é lícito moralmente enamorar-se por aquilo que se faz, se isso reflete o seu quotidiano, o vulgar e o medíocre que o tempo se encarregará de fazer desgastar. Isto leva a acreditar que somos o centro do mundo e ao culto do eu pessoal e, portanto, à congelação da capacidade de resposta à nossa volta. E, este é o primeiro passo de um caminho descendente que faz do incauto uma estátua de pedra ou de sal.

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