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Alfredo Aguilar

Terra Queimada

Alfredo Aguilar 0 143

A política de terra queimada tem sido utilizada em inumeráveis ocasiões ao longo da história como medida defensiva perante um exército invasor ou, em seu lugar, também por uma força invasora como castigo ao grupo derrotado. A ideia pressupõe queimar ou destruir todos os recursos que pudesse utilizar o inimigo para se alimentar e abastecer, além de envenenar os poços de água e impedi-lo de sobreviver. Todas estas acções de carácter bárbaro aconteceram em tempos de guerra e até um terrível conquistador se vangloriava que a erva não voltaria a crescer por onde ele passava.

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A Música de John Williams

Alfredo Aguilar 0 301

Nos primeiros meses de 2020, John Williams dirigiu um concerto com a sua própria música em Viena, com a Orquestra Filarmónica da cidade, onde teve como solista convidada a violinista Anne-Sophia Mutter. Àquela data, Williams tinha 88 anos recém cumpridos, um mérito acrescido, a meu ver, dado o esforço que representa dirigir um concerto em qualquer idade. Aquele concerto, que me apressei a gravar, teve para mim um acrescido prazer visual por ser pré-pandemia, quer dizer que o teatro estava completamente cheio e ninguém necessitava ainda das omnipresentes máscaras (tapa bocas ou cobre bocas noutros países) de que ainda não podemos prescindir em 2022, quando escrevo.

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O Concerto

Alfredo Aguilar 0 237

“O Concerto” é um filme de 2009 dirigido por Radu Mihaileanu, um realizador romeno radicado em França. Nele nos apresenta em tom de comédia, dramática e emotiva, pequenas e grandes tragédias humanas com o mundo da música clássica como pano de fundo. A história gira em torno de um célebre maestro da Orquestra Bolshoi de Moscovo que caiu em desgraça, juntamente com toda a sua orquestra, por se recusar a fazer parte de uma purga de músicos judeus no final dos anos 70.

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Hidalgo ou a Grande Corrida do Deserto

Alfredo Aguilar 0 653

Hidalgo é o título original de um filme – que em Espanha chamaram de Oceanos de Fogo, talvez para evitar confundi-lo com outro filme sobre o famoso padre Hidalgo da história do México – mas também é o nome de um cavalo de raça mustang que ganhou muitas corridas de longa distância, no final do século XIX, montando por Frank T. Hopkins. Este lendário cavaleiro, pelos padrões do oeste americano, não apenas venceu corridas de 800 quilómetros ou mais, mas fê-lo com um cavalo mestiço em vez de com um puro-sangue, ou cavalo de raça, como a maioria dos corredores tinha feito. Imagem: Hidalgo

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A Música em “Casablanca”

Alfredo Aguilar 0 519

Numa manhã de sábado, enquanto eu assistia e ouvia um concerto na televisão, uma das músicas chamou a minha atenção. Tratava-se da suite “Casablanca” de Max Steiner, que fazia parte de um programa de temas norte-americanos, ou sobre a América do Norte, como a “Rapsódia Azul” de Gershwin ou o Quarto Movimento da “Sinfonia do Novo Mundo”, de Dvorak, entre outros. Esta suite chamou a minha atenção porque é, em essência, a música que identifica aquele filme, englobando os diferentes momentos pelos quais passa o seu enredo, desde os de maior tensão aos mais íntimos ou românticos. Como é o caso da Marselhesa, que todos já identificamos com “Casablanca”. Imagem: O músico Dooley Wilson e o ator Humphrey Bogart em “Casablanca”. Domínio Público

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Akira Kurosawa e os seus Filmes Universais

Alfredo Aguilar 0 640

Akira Kurosawa (1910-1998) é o cineasta japonês mais conhecido do mundo, não só pelo seu grande talento, mas também por ser o mais ocidental dos realizadores japoneses. Ou seja, os seus filmes podem ser compreendidos em praticamente qualquer país e por um público capaz de compreender, através dele e da sua obra, as virtudes do cinema e da cultura japonesas. Imagem: Monte Fuji, Japão. Pixabay

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Joana d’Arc

Alfredo Aguilar 1 819

Nos anos de juventude muitos temos uma etapa que eu chamaria épica, na qual há um desejo de viver aventuras que apenas alguns conseguem realmente. Os que não conseguem, buscam-nas em outras formas: por um lado, ao assumir riscos desnecessários que vão desde a ingestão de álcool em grandes quantidades até à condução de uma forma imprudente sem necessidade de fazê-lo, o que supõe uma autêntica deformação do espírito de aventura e uma busca de riscos irracionais sem razão de ser; a outra vertente tem a ver com o conceito de Homem “espectador” surgido no século XX, como consequência, primeiro, de habituar-se a ver a vida em filmes, depois na televisão e que termina talvez, a sua culminação, com a era da internet. Imagem: Jeanne d’Arc, Jules Bastien-Lepage. Public Domain

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Os Peles Vermelhas no Cinema

Alfredo Aguilar 0 641

O tratamento que o cinema deu aos chamados “Índios pele-vermelhas” – que agora se chamam de “nativos americanos” no discurso moderno e politicamente correto – evoluiu de uma visão depreciativa para uma mais respeitosa ou, dito de outra forma, passou de ser os “maus” para ser os “bons”. Isso coincide, embora não exatamente, com a atitude da população norte-americana em relação a este coletivo composto pelas diferentes tribos que povoavam o vasto território americano, uma vez que essa mudança aqui é relativa. Imagem: Chefe índio americano. Dominio Púlico.

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“JFK: Caso Aberto” e a Queda de um Mito

Alfredo Aguilar 0 479

Ao terminar o filme, enquanto passava no ecrã o elenco que muito pouca gente lê, incluindo eu, notei que muitas pessoas estavam de pé parecendo em transe olhando a passagem do elenco sem o ver, claramente impactados pelo que acabavam de ver, como se este filme tivesse destruído a imagem idílica de um País que tinham como modelo de sociedade avançada e no qual lhes encantaria viver um dia.

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