O Romantismo – entre o céu e o inferno

O Homem será sempre um nadador incerto nas ondas do tempo mensurável e passageiro” – Alfred de Vigny

A história da arte surge na sequência de momentos altos e baixos que se revelam como uma sucessão de causas e efeitos. De acordo com o aforismo popular ”não há fumo sem fogo”, quando observamos os factos com uma certa distância, apercebemo-nos que existe uma ligação entre o acontecimento e as suas consequências.

A Jangada da Medusa – Théodore Géricault, 1819 / wikimedia

Os estilos artísticos são o resultado de estados de alma do nosso mundo, que se move impulsionado pelos pensamentos dos seus visionários, cuja missão é canalizar o anseio colectivo de mudança das massas passivas. O estilo na arte não é um modelo estanque de representação da realidade, ele vai e vem, repetindo-se inúmeras vezes como uma forma maleável, mutante, que se molda e adapta às ideias predominantes. Quando as ideias nascem sem sistemas de educação para assegurar a formação e renovação das mentalidades, produzem-se efeitos semelhantes aos curto-circuitos ou fogos-fátuos que rapidamente se apagam ou incendeiam a imaginação dos povos, sem por isso produzir luz suficiente para iluminar o mundo.

Muitos estilos ou modos de pensar nasceram e apagaram-se sem deixar rasto de civilização, pois esta é o suporte de um ideal social que favorece o potencial e o brilho de cada um dos seus indivíduos, unidos como as abelhas na colmeia, trabalhando juntos na construção de um mundo melhor. Sem educação não é possível sustentar os alicerces de uma sociedade, uma ideia boa sem homens bons para a canalizar e nela se fortificarem é seguramente um fracasso.

O ideal civilizatório nasce de um modelo de Estado (arquétipo) que deve combinar a difusão do ideal com a formação ou educação dos seus membros. A electricidade, a luz, nasce do contacto entre duas polaridades, uma activa (os educadores) e outra passiva (os receptores), o fio condutor é a politica como arte de conduzir a polis até à plena realização dos seus desígnios de elevar as bases até a cúpula da meta transcendental. Esta meta é o sonho que perdura num tempo sem fim, desde o primeiro homem que utilizou as penas dos pássaros nos seus voos chamanistas, para assim chegar aos seus antepassados divinos, até Ícaro dos mitos gregos e as suas asas de cera que se derreteram em contacto com o Sol, passando pelos engenhos voadores de Leonardo Da Vinci, até as naves espaciais que pousaram sobre o solo lunar, sempre o mesmo sonho que persegue o anjo caído com rosto humano. É ele o impulsionador dos grandes sonhos de sempre, o lado luminoso de qualquer época. Os sonhos são reminiscências da alma humana, são antevisão do futuro e cada época tenta ajustar-se a eles, utilizando por vezes meios desadequados resultam em desilusão e insatisfação, pois a felicidade do homem não está na produção de novas formas de ilusão, mas em encontrar o caminho que liberta a alma das várias capas que a mantém cativa. O sonho da perfeição, do ideal que preenche todas as expectativas civilizatórias volta sempre, é o eterno retorno dos arquétipos.

Norham Castle, Sunrise c.1845 Joseph Mallord William Turner 1775-1851 / http://www.tate.org.uk/art/work/N01981

 

Caspar David Friedrich – Der Wanderer über dem Nebelmeer / wikimedia

 

O mar de gelo – Caspar David Friedrich, 1824 / wikimedia

É este sonho que vamos encontrar novamente no século XIX, sonho de liberdade, sonho de inocência e de fraternidade, sonho de justiça e de igualdade. Mas sempre que invocamos o céu também aparece a sua sombra: o inferno. Se o homem fosse angélico poderíamos constatar que não haveria sombra, porque a natureza dos anjos é translúcida e luminosa, enquanto que a natureza humana é opaca e densa. Para que as asas do espírito nos arrebatam é primeiro necessário purificar o veículo físico, subtilizar a matéria que nos apega à Terra.

O século XIX, com o romantismo, atingiu o seu apogeu na obra profundíssima do “Fausto” de Goethe, criatura e criação, ou o “Combate com o Anjo” de Alfred de Vigny , a “Tetralogia” de Wagner, o “Homem que Perdeu a sua Sombra” e “O Vaso de Ouro” de Hoffman. As pinturas de Caspar David Friedrich na Alemanha, de Theodor Gericault em França, Turner na Inglaterra e todos os Pré-rafaelistas, as ilustrações visionárias de William Blake, os monstros e demónios de Francisco Goya e tantos outros visionários das profundezas e altivezes da alma humana. O romantismo aboliu as velhas crenças, desmascarou o diabo feito anjo e lançou um desafio ao mundo com o seu sonho de um Prometeu livre de tormentos. O humanismo estava a nascer nas dores de um parto que ainda hoje faz sangrar os filhos de Lúcifer, o anjo rebelde, este é o preço da conquista da liberdade consciente.

“O dia ainda não se levantou, nós estamos ainda no primeiro raio branco que precede a aurora.” – Alfrede de Vigny

“Tempo passado, tempo presente, tempo futuro…” – William Turner (1775-1851)

 

Características Românticas – retrato psicológico e social de uma época

“A única obrigação que eu tenho direito de assumir é de fazer sempre que o que considero correcto.” . David Thoreau

Jean Jacques Rousseau (1712-1778) / wikimedia

São vastíssimos os rostos do século XIX, época nascida da Revolução francesa, das guerras napoleónicas, da oposição entre os velhos moldes políticos, sociais e económicos que constringiram a livre expressão do indivíduo na escolha entre o carnal e o ideal, recusando limites para as ânsias da alma e do eu. Como revolução estética vai repercutir-se em todos os domínios da sociedade, renegando o modelo antigo (neo-classicismo) e as suas restrições académicas mais elitistas. Filho do Positivismo e do Iluminismo, o Romantismo reata com a Natureza, encontrando nela o seu retiro (a imagem do “bom selvagem” de Rousseau).

“O homem nasce livre, porém em todos os lados está acorrentado.”

 “A maioria dos nossos males é obra nossa e os evitaríamos, quase todos, conservando uma forma de viver simples, uniforme e solitária que nos era prescrita pela natureza.”

A Idade-Média é também uma imagem que inspira muitos autores (os pré-rafaelistas) na busca do amor que redime ou a “dama branca” (psique – Beatriz), símbolo da inocência perdida, o luar, a morte, as florestas profundas, todos estes elementos fazem renascer os fantasmas do passado e inundam a alma de saturnismo (melanculia). A fuga do mundo traduz-se por uma sede de exotismo e de viagens (Espanha, Marrocos, Extremo Oriente, Veneza, etc.) e que encontramos ilustrado nas obras de Verdi, Goya, J. Sand, Musset, Delacroix , Bizet, etc.

A linguagem torna-se mais livre, aparece o verso livre sem métrica, sem rima, esta forma de escrita mais espontânea transmite emotividade e sentimentos, aproximando o leitor cada vez mais numeroso, graças à imprensa jornalística e o romance em folhetins.

O romantismo abriu os horizontes da alma antecipando a moderna psicologia, propagou uma “religião difusa”, centrada no culto do Homem, tendo como pano de fundo o Panteísmo, a Gnose, o Liberalismo, o Pietismo e o Iluminismo.

O homem romântico é então nocturno, feminino, sentimental, inspirado, impressionável, romanesco, frágil, instável, imaginativo, lunar, sonhador, psíquico, irracional e associado às massas com os seus impulsos emocionais e desmedidos.

Os seus heróis nascem do povo, dos libertadores, dos inconformistas, dos barricados, do inocente, do “bom selvagem” amigo da natureza e das tradições da terra-mãe, do índio, das vítimas do radicalismo e da falsa autoridade. Como no mito de Édipo, em que este mata o seu próprio pai, símbolo da velha ordem e que é substituído pelo desejo de afirmação de uma nova identidade, renegando a obediência às regras, à hierarquia, às elites, à tradição, ao absolutismo, ao estabelecido, etc. Todos estes elementos revelam o poder exercido pelo hemisfério esquerdo do cérebro humano (masculino), que marcou o século das luzes com o seu hiper racionalismo, indo até ao neoclassicismo do inicio do século XIX. Como reacção aos abusos de poder, da pseudo nobreza, manisfesta-se a sublimação do feminino ou hemisfério direito do cérebro, libertando os anseios da alma humana. O século XIX foi marcado pelo despertar interior, iniciando-se a descida e a exploração do universo nocturno da psique. A luz dos séculos anteriores dissolve-se e decompõem-se.

Aparecem os primeiros precursores da psicologia (a busca do verdadeiro eu), do estudo dos fenómenos sociais (Malthus, Hegel, Marx) e os estudos sobre a luz e os seus efeitos ilusórios permitem uma exploração do mundo da matéria. A sinfonia, a ópera romântica e o ballet substituem a música de câmara, abrindo o universo da música a um público cada vez mais numeroso e ansioso de sensações.

Para o liberalismo a ideia que o homem tem da realidade varia de sujeito para sujeito, desta forma não haveria nenhum principio de beleza objectiva nem regras de beleza. É preciso sentir a beleza e não tentar compreendê-la, assim para o romantismo a beleza nada tem a ver com a verdade, satisfaz apenas a sensibilidade e não a inteligência. A poesia revela-se como um estado de espírito, uma forma de estar e de sentir, é para-racional e não irracional, já que utiliza outros potenciais de acesso ao real, sendo o sonho, as metáforas e a intuição uma via complementar à lógica do cérebro esquerdo.

A exploração do universo da psique (a “Comédia Humana” de Balzac) levou muitos artistas a pisar o risco do razoável e como um barco desgovernado pelos excessos da vida boémia, muitos acabam por afundar-se no abismo do álcool, do ópio, dos vícios e do suicídio.

Esta descida aos infernos sem iniciação, sem orientação de mestre, acabou em descrença e desistência, pois não se pode resgatar as sombras da alma sem se possuir as virtudes solares que iluminam o caminho de retorno até ao paraíso das almas puras. Sobre os cadáveres do romantismo lírico e utópico alimentou-se o existencialismo materialista, pai da modernidade.

Saturno, o velho Deus do tempo ceifou as almas embriagadas de sonhos prateados porque faltava seguramente uma meta transcendente, alicerçada numa higiene e disciplina interior. Só no fim do século XIX surgiu uma luz, vinda dos confins do longínquo oriente, trazendo novamente ao mundo ocidental os tesouros da sabedoria milenar. A sua mensageira, H. P. Blavatsky, fundadora da Sociedade Teosófica (1875), missionária da modernidade, iniciou a grande revolução tão aguardada: renovar o Homem para renovar o mundo, ligar o melhor da tradição à inovação unida à ciência, à arte, religião e política nesta grande cruzada contra a ignorância e o egoísmo. O grande desafio do século XX e XXI constará da conquista do homem sobre si mesmo, retomando o leme socrático de “conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e as suas leis”.

H.P. Blavatsky (1831-1891)

 

A Mensageira – de Nicholas Roerich, dedicado a H.P. Blavatsky

Entre o céu e o inferno vaguearam muitos sonhadores errantes, o realismo que surgiu como consequência de tempos incertos deu seguimento a outra corrente que anunciava a modernidade com a frieza do seu hiper-realismo fotográfico. A relatividade e a incerteza gerou o surrealismo e o materialismo existencialista, este último produziu muitos fragmentos, entre os quais as duas grandes guerras mundiais e a morte das ideologias, a fusão do átomo e o cubismo, o culto do objecto e do consumismo. Recordando um pensamento de José Carlos Férnandez, filósofo e escritor, “a lei da matéria é dividir-se e multiplicar-se, a lei do espírito é fundir e unir”. Estamos actualmente a assistir ao último “terramoto” que se iniciou em meados do século XIX e que vem afundando os alicerces morais que mantinham erguidas as colunas do nosso mundo. Não se podendo avançar neste ponto de ruptura, recua-se e repete-se muitos dos sintomas do Séc. XIX: o amor pela transgressão; o obscuro; resistência às normas morais; atracção pelos abismos, pelas drogas e fugas exóticas; a desistência do compromisso social em favor de interesses meramente egoístas e pessoalistas; a supremacia do emocional sobre o racional que degenera no virtual e nos delírios da fantasia e do fantástico; o naturalismo científico e biológico continuador do século XIX mas sem o rosto panteísta; as depressões e desigualdades. A única diferença notável nos dias de hoje é o facto de agora termos conseguido alargar o efeito borboleta do terramoto, graças à globalização.

O que falta então para renovar o nosso mundo:

  1. Ler a história com os olhos da inteligência para aprender e corrigir;
  2. Recolher o melhor de cada época e actualizar o seu potencial de ensinamentos para não repetir os erros ou então seguir o que de positivo se alcançou;
  3. Não basta romancear e escrever historia, é necessário aprender a fazer história aplicando soluções para corrigir os erros;
  4. Somos os únicos responsáveis pelo nosso destino. O céu e o inferno depende do alcance dos nossos pensamentos e acções. A transcendência é ascender de novo aos cumes dos ideais de justiça, bondade e beleza;
  5. Só o Homem esclarecido, amigo da verdade e amigo da vida, poderá atravessar os infernos e libertar a matéria que ele próprio contaminou e encarcerou.

 “O homem caminha sem ver aquilo que faz, no seu abismo o assassino estremeceria ao ver que a sua vítima é ele.” – Vítor Hugo

Os sonhos sepultados do século XIX esperam que acordemos a consciência social, o amor ao próximo. A consagração da natureza e do homem purificado irá restituir o estado de graça que perdemos outrora. O tesouro dos românticos está guardado na cornucópia de Hades, o senhor dos infernos, lugar obscuro onde brilha o ouro alquímico dos visionários do século XIX. Aqui jaz o “Vaso de Ouro” de Hofman, as visões de William Blake, o “homem justo e fraterno” de Victor Hugo, “o homem ecológico” de Thoureau, o “Lohengrin” de Wagner, o “Hino à Alegria” de Beethoven, o espírito esclarecido de Goethe, a inocência de Grim, a nova era restaurada e abençoada da mestra H.P. Blavasky.

“Falta-nos conquistar a nossa própria terra, a nossa vida é a antecâmara do palácio onde está o nosso verdadeiro tesouro: A imortalidade.” – H. P. Blavatsky

 

O Romantismo em Nova Inglaterra com Henry David Thoreau

David Thoreau (1817- 1862) – Escola Transcendentalista Norte Americana / wikimedia

Escritor Americano conhecido pelas suas obras controversas: “A Desobediência Civil” e “Walden”. Os seus escritos marcam o espírito individualista da época, na qual a liberdade de consciência é símbolo do homem emancipado. Thoreau considerava a exploração do espírito e do nosso entorno o objectivo da qualidade de vida. Foi o primeiro ecologista pelo seu exemplo de vida, filósofo da natureza, leitor assíduo do Budismo, do Hinduísmo através da obra “Bagavad Gita”, da Mitologia Grega  e Romana e do Estoicismo. A sua vida inspirou grandes lideres como Gandhi , John Kennedy, Martin Luther King, Léon Tolstoi., Marcel Proust. A sua postura podia ser resumida neste seu pensamento:

 “A única obrigação que eu tenho direito de assumir é de fazer sempre aquilo que eu considere correcto.”

Walden ou A Vida dos Bosques

Se podemos falar do Homem com “H” grande, então aqui temos um exemplo de vida, um bálsamo para os dias atribulados de hoje, um precursor autentico na busca do sentido da vida humana, sem outros recursos que o retorno à Natureza descontaminada, Robinson Cruzoé do Massashussett com uma sensibilidade religiosa que caracteriza todos os grandes nomes do Romantismo. David Thoreau restitui-nos a beleza do mundo natural, sem rodeios ou artifícios tudo nele é cristalino e no seu intimo encontrou o segredo e a resposta para a salvação do mundo velho. Thoreau queria ser melhor, mas não maior que os outros, quis simplesmente lutar contra a falsidade, contra os preconceitos sociais, contra os rótulos que deformam o rosto da alma. Foi à raiz da autenticidade, encontrando no bosque o elo perdido do seu eu verdadeiro. Tomou o caminho do agora e despiu-se das ambições dos amanhãs insaciáveis. Viveu cada dia com a intensidade de quem mergulha na eternidade. Foi e é o precursor da consciência ecológica do século XXI, pois é salvando o homem de si próprio que se salvará o mundo da contaminação e do supérfluo.

Com estoicismo suportou a solidão e absteve-se dos frutos da civilização, quis sugar a essência da vida para não morrer insatisfeito. Na sua cabana aberta ao espectáculo da natureza, prescindiu da palavra escrita para ler o livro da vida. Alimentou-se de frutos e sabia mais do que ninguém identificar os sabores requintados das árvores silvestres. Conhecia a linguagem dos pássaros, escutava no silêncio os sussurros do vento que deslizavam por entre os ramos da floreste. Os peixes saltavam para as suas mãos quando lhes abria o fluxo da corrente quebrada por uma pedra remexida pela força das águas. Serpentes e víboras enroscavam-se nas suas pernas porque dominava as suas paixões, era Senhor dos animais. Foi adorador da aurora, fizesse sol, chuva, frio ou vento, renovava-se diariamente nos banhos lustrais dos lagos. Foi franciscano de coração porque fazia do Sol, da Lua e das estrelas o objecto da sua contemplação. Possuía o olfacto do lobo para instintivamente conhecer os pontos fracos dos seus raros visitantes. O seu olhar de ave de rapina permitia-lhe ver a verdade no olhar dos seus interlocutores. Os seus silêncios como a frugalidade das suas palavras valiam ouro. Foi economista na arte de gerir recursos naturais, filósofo por se ter conhecido a si mesmo, génio artista da sua própria vida. Encontrou a riqueza mais alta porque podia prescindir de tudo. Dizia que as pernas nunca podem aproximar tanto as almas como a afinidade das mentes. Escolheu renunciar aos caminhos traçados para viver a aventura do seu próprio caminho e permaneceu dois anos recluso de si mesmo e quando se sentiu liberto voltou ao mundo dos homens como uma nascente que desemboca no mar. Através dele podemos apreender que hoje é o primeiro e o último dia da nossa vida. Escutamo-lo e regressamos à Idade de Ouro. Caminhar com ele era um prazer e um privilégio, dizia o seu grande amigo Emerson.

 

Pensamentos de Henry David Thoreau

“Fui aos bosques porque queria viver livremente, enfrentar os factos essenciais da vida e ver se podia apreender aquilo que ela me podia ensinar, ou seja, que quando estivesse para morrer, descobrisse que tinha vivido.” 

“Se te sentes disposto a abandonar pai e mãe, irmão e irmã, esposo, esposa, filho e amigos e talvez nunca mais os ver, se pagaste as tuas dívidas, feito o teu testamento, puseste em ordem os teus assuntos e és um homem livre; assim estás pronto para uma caminhada, assim deambularemos até à Terra Santa, até que um dia, o sol brilhe mais do que nunca, talvez em nossas mentes e em nossos corações e iluminar as nossas vidas com uma intensa luz que nos desperte, quente, serena e dourada como uma ribeira em pleno Outono.” 

“Qualquer homem que tenha mais razão que os seus próximos, já constitui uma maioria de Um.”

“Quanto é vão sentares-te para escrever quando ainda não te levantaste para viver.”

“Um Homem é rico em função das coisas que pode dispensar.”

“As coisas não mudam, nós é que mudemos.” 

“ Não tratei de viver fora do Mundo, se não fora de todas as ataduras inconvenientes do mundo.”

 “ O poema da Criação é perene mas poucos são os ouvidos que o escutam.”

 

Obras de Thoreau:
– Natural History of Massachusetts (articulo in Dial, Julho 1842)
– La Désobéissance Civil (Civil Disobedience -1849)
– Waden, ou la vie dans les bois (Walden, or, life in the woods-1854)
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