Estudo lança mais luz sobre os “Hobbits”

Os investigadores franceses Antoine Balzeau e Philippe Charlier publicaram um estudo na revista Journal of Human Evolution no qual demostram que os restos de Homo floresiensis não são compatíveis com Homo fapiens, estando no entanto mais próximos ao Homo erectus. O “Hobbit”, como popularmente se denominou este hominídeo, causou sensação quando se descobriu em 2003 numa ilha do mar das Flores (Indonésia) porque tinha apenas 1,1 mt de altura, um crânio diminuto e uma idade muito recente (viveu há 12.000 anos) com indústria lítica que vai desde os 93.000 aos 13.000 anos de antiguidade. Houve teorias que sustentaram que os nove indivíduos encontrados numa gruta poderiam ser indivíduos modernos com algum tipo de microcefalia, mas este estudo trata de refutar completamente esta possibilidade.

Reprodução do crânio LB1. Ryan Somma, Wikimedia Commons.
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