Como se concretizam os sonhos?

Acreditamos que toda a pessoa é inatamente filósofa, que todos somos filósofos. Acreditamos que não existe uma universidade que possa fazer filósofos. Esta pode reconhecer, mediante um título, uma série de conhecimentos técnicos, mas não há universidade que faça filósofos, poetas ou músicos. O homem leva dentro de si essa inquietude. O philosophos, quer dizer, o apaixonado da sabedoria e da profundidade das coisas, está em todos nós. Simplesmente é questão – como diria Sócrates – de nos reencontrarmos com nós próprios, para nos reconhecermos, para nos vermos no espelho encantado desse rosto interior, o nosso profundo rosto.

E deste rosto profundo podemos partir para aprofundar o tema da nossa conferência de hoje: «Como se concretizam os sonhos». Porque esse rosto profundo tem bastante que ver com o mundo dos sonhos. Vamos fazer referência não ao sentido físico de estar adormecido ou desperto, mas ao mundo dos Sonhos, com maiúscula; quer dizer, a tudo aquilo que nos faz sonhar, aos arquétipos que estão detrás das coisas físicas. Bem, é certo que existe uma lei da gravidade que faz correr a água da montanha para o mar, mas essa lei da gravidade é um ente mecânico e detrás desse ente mecânico, como detrás de todas as coisas, tem que existir um ser. Esse ser, como diria Calderón de la Barca, é o Sonho. Neste caso o sonho é o rio; ou seja, o rio é rio e corre porque sonha que corre… Os pássaros sonham com pássaros… E todos nós sonhámos o que somos.

Todos temos dentro uma série de sonhos que podem ser artísticos, familiares, económicos, sociais, políticos, etc. Todas as pessoas têm sonhos e há que cuidar em não desprezar nenhuma delas. Às vezes acreditamos que, porque uma pessoa trabalha de uma determinada maneira, ou porque está vestida de uma maneira ou outra, ou porque tem tal ou tal aspeto, não tem possibilidade de sonhar. Isso não é certo, todos os seres humanos têm a possibilidade de sonhar. Todos estamos em contacto com esse mundo interior onde vivem os arquétipos, onde estão os sonhos. Todos, por vezes, na nossa intimidade, no nosso recolhimen­to, sentimos vibrar as grandes asas dos sonhos. Há vozes misteriosas que nos ditam os poemas, esses que talvez nunca escrevemos porque somos demasiado tímidos para o fazer… Há melodias estranhas entre o murmúrio das folhas que não podemos plasmar porque não sabemos manejar instrumentos ou porque não conhecemos música. Às vezes ocorrem-nos ideias sobre como teria que se fazer tal coisa, mas não as podemos levar a cabo porque não temos a força económica necessária.

Existe dentro do nosso mundo arquetípico uma chamada ancestral até à perfeição, até ao bem, até à concórdia, até ao amor… É uma chamada forte, poderosa, constante, que não nos abandona nunca. É uma chamada que não envelhece nunca; não importa a idade que tenhamos, essa chamada continua a existir dentro de nós.

Como se plasmam os sonhos? Fizemos referência, em múltiplas ocasiões, à divisão septenária da natureza, quer dizer que esta estaria dividida em sete planos; assim como há sete dias da semana, sete notas musicais, sete cores básicas; existe um sistema septenário que rege o Universo. O mundo manifestado que conhecemos está regido por este misterioso número sete. Também a concretização dos sonhos está regida por este número sete.

Existe um plano, uma dimensão da vontade, na qual as coisas são quimicamente puras. Recordemos como Schopenhauer falava sobre a vontade, sobre esses «impulsos puros», essa espécie de números ou coisas que existem mais além de todas as aparências e que provocam, uma e outra vez, fenómenos similares. A morte não alcança este mundo arquetípico, nem a decadência, nem nenhuma das formas de desprestígio que hoje fazemos. Debaixo deste estaria o mundo do plano da intuição, onde o sujeito e o objeto se põem em contacto direto, onde podemos conhecer as coisas diretamente, sem necessidade de intermediários. Vamos dar um exemplo. Se alguém se desloca à Grécia verá o Parténon e dirá que é belo, embora não saiba arquitetura nem arqueologia. Assim, qualquer um de nós poderia dizer se um objeto é belo ou se não o é. Talvez não estejamos todos de acordo, talvez tenhamos distintos cânones de beleza, mas para dizer que algo é ou não belo não é necessário que no-lo expliquem. Há algo dentro de nós, uma espécie de juiz inexorável, que nos faz encontrar a beleza ou a fealdade em todas as coisas, sentirmo-nos atraídos ou rejeitados por ela. Existe um terceiro plano, o mundo do intelecto; este, segundo os filósofos gregos, é o que nos permite entender as coisas na sua profundidade. A própria palavra indica-o: intelecto, de intellectio, «a ação e a capacidade, ou virtude, de entender», ou seja, poder entender as coisas, poder captar, chegar à medula, ao esqueleto escondido das coisas.

Por baixo está o mundo da razão e dos desejos. Neste plano, tão diferente dos três anteriores, entramos já na eterna dualidade, quer dizer, que a nossa mente é dual. Para conhecer uma coisa com a mente faremos comparações, deduções, especulações, etc. É uma razão com desejos a que se dedica a conhecer as coisas, a saber quanto vão durar, quanto vão custar, etc. Esta razão tem sede de especular, de ganhar, de perder… Por debaixo dos planos anteriores está o mundo psíquico, onde se encontram esses outros sonhos que são as nossas imaginações, as nossas fantasias. Este mundo psíquico é aquele que faz com que o nosso ser mude completamente diante dos outros. Há pessoas que não são atrativas fisicamente e, no entanto, têm uma espécie de encanto, têm algo que nos atrai. Essas pessoas estão a dizer-nos algo, embora estejam mudas e sentimos que, de alguma maneira, nos interessam. Por outro lado, há pessoas que podem estar muito bem vestidas, ter um bom aspeto físico e toda a fama do mundo, mas que não nos sugerem nada nem nos atraem. Estas pessoas costumam «cair-nos mal». Este mundo psíquico, relacionado com o mundo intuitivo, coroa outro mundo inferior: o mundo da vitalidade. Todas as coisas têm vitalidade, têm um hálito de vida que as mantêm manifestadas. E, assim, por baixo do mundo da vitalidade estaria o plano da manifestação.

Como se manifestam os sonhos? Há um mundo arquetípico, um mundo numérico superior e abstrato que está mais além dos atributos de cor, forma, tamanho, etc. É neste mundo de arquétipos que estariam os sonhos que se vão plasmando até à sua manifestação. Mas os sonhos, segundo os filósofos clássicos, não são produto dos homens, sendo antes prévios aos mesmos. Os sonhos, como arquétipos, teriam existido desde o começo de todas as coisas.

Consciência / Pixabay
Consciência / Pixabay

Vamos dar um exemplo. Antes que nascesse o primeiro matemático, antes que nascesse o primeiro aritmético, como se sabia que dois mais dois são quatro? Talvez não se soubesse, mas dois mais dois eram quatro e continuam a somar quatro ainda hoje. Há 2000 anos já existia a queda dos corpos, embora ninguém a tivesse registado como uma lei de maneira científica. Quer dizer, que tudo isto existe na natureza mais além daquilo que o homem possa descobrir ou não. Existe, então, um esquema prévio e natural que está mais além do que nós podemos captar. Hoje dizemos que há sete notas musicais; dividimos a nossa semana em sete dias, em concordância com os planetas e com o tempo, etc., mas isso já estava plasmado e imbricado dentro da própria conceção do Cosmos. De igual modo, os sonhos vivem e existem; são amigos fantasmagóricos, seres estranhos que nunca nos abandonam. Vivem no seu mundo arquetípico, são como grandes duendes, cavaleiros, damas, luzes coloridas, estranhas vozes desconhecidas, músicas que nunca tínhamos escutado, idiomas que nunca aprendemos. Aí estão! Nessa espécie de caixa de Pandora de onde a esperança nunca escapa, essa espécie de cofre que guarda os nossos sonhos, esses sonhos que se vão manifestando.

Como se concretizam? Concretizam-se realizando-os pouco a pouco. Primeiro tem-se o ato de volição, depois intui-se que o nosso arquétipo está a descer, está a encarnar. Depois vem a etapa de compreender o sonho e, então, são a razão e o desejo os que entram no jogo. Quando já se raciocinou o sonho então, psiquicamente começa-se a desejá-lo. Ao desejá-lo psiquicamente através da repetição da atenção, empresta-se ao sonho uma vida, uma vitalidade que vai aumentando pouco a pouco. Mais tarde, vemos que é necessário um método factual, dinheiro, por exemplo, para ultimar a realização do sonho.

É possível que pensemos que há outros sonhos que não são tão fáceis de realizar e este é um tema que poderia levar-nos muito tempo; geralmente por interesses criados, às vezes há elementos que limitam os nossos próprios sonhos, outras vezes são os sonhos dos outros, inclusive os que limitam os nossos próprios sonhos; às vezes há uma série de pesos históricos que arrastamos e há certas fantasias que fazem com que os nossos sonhos não se possam concretizar como nós queremos que se concretizem. Mas, para isso é necessário exercitar a vontade, exercitar o domínio sobre si mesmo e é necessário também saber desejar as coisas. Não basta que as pensemos somente, há que saber querê-las.

Posso dizer-vos, baseando-me na minha experiência pessoal, que eu desejei e sonhei com a Nova Acrópole. Mas depois de a ter fundado, posso constatar com orgulho que a Nova Acrópole está em vinte e sete países. Quando a sonhei, quando a plasmei há vinte e dois anos, encontrava-me muito longe daqui e sem nenhum recurso para a poder fazer. É necessário conectar-se com esse mundo espiritual, essa grande reserva espiritual que existe mais acima onde está a vontade, a intuição, o intelecto. Ali vivem os nossos sonhos, os nossos arquétipos e iremos realizá-los agora ou em algum outro momento.

Ali vive aquilo que iluminava aquele imaginário D. Quixote que, segundo dizem, viveu louco e morreu lúcido. Mas, quem sabe, se possivelmente não foi ao contrário? Viveu lúcido e morreu louco. Porque não há maior loucura do que dar tanta importância às coisas da carne e às coisas aparentemente razoáveis. Talvez não haja maior juízo nem maior aproximação à verdade do que saber sonhar as coisas com profundidade e com força, saber unir os nossos corações, saber cantar juntos, saber falar juntos, saber estar juntos, poder sonhar profunda e poderosamente.

Há que sonhar. Mas não há que sonhar à maneira de um potay japonês ou chinês, com uma grande pança, sentado e olhando para cima. Há que sonhar poderosamente, há que sonhar até que saltem as lágrimas dos olhos. Há que sonhar até ter os dentes apertados e sentir o sabor a sangue dentro da boca. Há que sonhar retesando os músculos e fechando os olhos. Há que ser toda uma vontade em andamento até esse sonho que perseguimos… Devemos ter essa força interior que é o que realmente nos diferencia das bestas, dos animais; essa força interior para sonhar, para projetar, para criar.

Se hoje o mundo inteiro viesse abaixo, se hoje perdêssemos toda a nossa arte, a nossa ciência, a nossa filosofia, a nossa literatura, as nossas cidades, os nossos caminhos, as nossas represas; embora tudo fosse derrubado, bastava que ficasse um só casal sobre a Terra e o mundo voltaria a ser repovoado. Voltaria a haver bibliotecas, poemas, crianças; voltaria a haver quadros pintados, monumentos e pirâmides, porque o homem leva dentro de si mesmo os arquétipos da totalidade da humanidade. Cada um de nós reflete de alguma maneira todos os homens que existem na Terra. Cada um de nós tem dentro de si todos os sonhos dos homens que viveram sobre a Terra e também dos que hão de vir. Cada um de nós tem um potencial verdadeiramente insuspeito, mas é necessário ter tenacidade. Não é fácil concretizar os sonhos. É muito difícil, mas temos que aprender a ter tenacidade. Temos que poder fazer o esforço de concretizar os nossos sonhos, ano a ano, mês a mês, dia a dia, hora a hora, minuto a minuto.

Não temos que decair nos nossos sonhos se realmente os temos. Mas se não os temos, então sigamos o sonho de outro, mas não fiquemos sem sonhos. Tão-pouco temos estrelas nas mãos mas, no entanto, aprendemos a dirigir as nossas embarcações de acordo com as estrelas que estão no céu. Tão-pouco temos mananciais de água no nosso peito e, no entanto, aprendemos a beber dos mananciais das montanhas. Assim, se não temos um sonho próprio, saibamos seguir algum ideal, alguma forma que nos verticalize, que nos faça ficar erguidos. Que não sejamos somente humanos por fora, mas que também o sejamos por dentro; porque se por fora estamos de pé, mas por dentro temos os apetites da besta, temos ódios, angústias, ciúmes, maldade, então não somos mais do que animais vestidos de homens, ou humanóides. Mas se realmente somos homens, como a Nova Acrópole quer e como a filosofia quer, como a natureza que está dentro de cada homem quer, então erguemo-nos. E, na nossa humildade, de joelhos, talvez diante Deus, podemos dizer: «Eu sou um homem, tenho sonhos, passam por dentro de mim vozes estranhas; sinto nas minhas noites palavras que não compreendo; há poemas, há desejos inconclusivos. Não sou uma máquina, não sou um robot, estou muito mais além; porque sou um ser humano, posso reparar o que faço, posso corrigir-me, melhorar-me. Posso sonhar com algo que esteja por cima de mim. Não sou simplesmente um ente programado, sou um pouco de criação».

De tal modo, podemos chegar a sonhar com um homem novo que não tenha as nossas limitações; que quando nasça poeta possa escrever os seus versos; que quando nasça músico possa compor as suas melodias; que possa viver ecologicamente, ou seja, não contra a natureza, mas a favor da mesma, seguindo as suas próprias leis naturais, estando depurado por fora e por dentro. Um homem novo que não conheça o medo nem o ódio nem o rancor; que nos recorde não com ódio, mas com amor, porque nós sonhámo-lo quando ele não existia. Mas neste momento obscuro da História, no meio de todas as crises e de todas as coisas que nos separam; no meio da queda de todos os valores, de todas as vacilações e das dúvidas, nós tivemos o atrevimento de sonhar com o homem novo que virá sob um augúrio que, talvez, seja assinalado pelas estrelas, ou talvez haja um cometa que assinale algo que vai nascer dentro de todos nós. Um homem novo que possa habitar as nossas cidades sem as sujar; que possa manejar os nossos metais para algo mais do que para o fabrico de armas; que possa utilizar os nossos papéis para algo mais do que escrever pornografia; que seja íntegro por dentro. Um homem que não possa ser comprado nem com todo o ouro do mundo nem o possam assustar com todo o chumbo do mundo; que seja realmente consciente da sua imortalidade e da imortalidade de quem o rodeia; que saiba que ser homem não é simplesmente ser um esqueleto oco, roto ou o que seja, mas algo muito mais profundo; que saiba que ser homem é algo assim como ser relâmpago, um raio no meio da noite; que ser homem neste momento histórico, ser essa semente do homem novo é precisamente ser como uma luz na noite.

Nascimento do novo homem / Flickr
Nascimento do novo homem / Flickr

O nosso caminho não é suave nem vai estar iluminado por doces auroras, mas, como disse um pensador há alguns anos, está iluminado pelos relâmpagos. O nosso caminho, através da noite, ilumina-se com raios e com relâmpagos; e, através destas próximas e longínquas obscuridades que momentaneamente se dissolvem à luz dos efeitos dos fenómenos celestes, vamos poder chegar a esse homem novo e melhor com que todos sonhamos.

E vamos poder fazer os sonhos descerem. As nossas mãos cheias de sementes vão receber as pombas brancas da inspiração outra vez. E outra vez, então, haverá «Homeros» que cantem e outra vez voltarão os génios da arte que imortalizaram as suas obras. Outra vez voltaremos a estar orgulhosos de sermos homens! Outra vez poderemos reunir diferentes raças, diferentes formas de falar, diferentes nacionalidades numa grande concórdia, semelhante à que Augusto apregoou quando dizia: «Que todas as nações se unam, que todos os povos se unam, que formem uma união tão grande que nem sequer o falcão chegue a atacar a pomba, e que nenhuma flecha dê morte a ninguém». Essa concretização dos sonhos, dos pequenos e dos grandes, como este de plasmar um homem novo, é a mecânica filosófica que faz com que os sonhos possam encarnar, possam plasmar-se. Cada um de nós é um sonho. De alguma maneira, vocês ter-me-ão sonhado e eu sonhei-vos a vós, quer dizer, sonhamo-nos mutuamente e encontramo-nos neste mundo de sonhos e ilusões.

Saibamos realmente o que somos: uma longínqua vela, uma luz que passa no horizonte. Somos homens, somos filósofos, somos a semente do homem novo. Somos essa força inevitável que pode fazer o que tantas vezes vos digo e que hoje vos quero repetir; fazer aquilo que assinala Cervantes no seu D. Quixote: converter os gigantes em moinhos de vento e não os moinhos de vento em gigantes. Recordemos quando D. Quixote vai arremeter contra os moinhos dizendo que são grandes ogres e gigantes e Sancho lhe diz: «Cuidado, senhor, que esses são moinhos!». Mas o cavaleiro replica: «Não! Esses são ogres, esses são os nossos inimigos, arremetamos!». Arremete com a sua lança e cai por terra com o seu fiel Rocinante. Então Sancho diz-lhe: «Não vos tinha dito, senhor, que eram moinhos de vento?», ao qual D. Quixote responde: «Mas não te tinha dito a ti, Sancho, que há coisas que somente a Cavalaria ensina e que aqueles que não a conhecem não compreendem que há gigantes que se convertem em moinhos de vento quando são atacados?». Devemos aprender isso, devemos sentir e conservar como as unhas presas em cada um dos nossos dedos. Devemos guardar no nosso coração e na nossa cabeça.

Da boa fortuna que o valente D. Quixote teve na terrível e sonhada Aventura dos Moinhos de Vento / Flickr
Da boa fortuna que o valente D. Quixote teve na terrível e sonhada Aventura dos Moinhos de Vento / Flickr

Em cada carta que escrevamos, em cada palavra que digamos, em cada momento em que estejamos em contacto com outro ser humano e mesmo quando estejamos sós, quando estejamos a tomar um duche, recordemos sempre que temos que manter a dignidade de sermos seres humanos, que atrás de nós há milhares e milhares de anos de História e que, para diante, há milhares e milhares de anos de futuro; que somos um elo mais numa grande cadeia; que temos a responsabilidade histórica de levar as velhas sementes até ao mundo novo e de abrir os sulcos na terra nova.

Tenhamos a força suficiente para nos levantarmos pela manhã renovados. Mas façamos o que façamos, sejamos o que sejamos, tratemos de fazê-lo bem, tratemos de fazê-lo de maneira acropolitana, de maneira filosófica. Tratemos de fazer os nossos atos da melhor maneira possível. Estejamos sempre em alerta, sempre atentos.

Tratemos sempre de estarmos conectados com esse mundo que nos espera depois da morte para nos receber maravilhosamente envoltos em luz e na paz do dever cumprido.

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