O canto de Ullikummi

Talvez nunca tenha sido tão claro como hoje, com as comunicações globais e o conhecimento atual da história, até que ponto a conduta das pessoas é governada pelos mitos. Outrora, os mitos eram narrações sagradas, as ações dos Deuses in illo tempore, ou seja, num tempo sem tempo, pois mais que sucessivo, era alfa e ómega da realidade, o arkhé ou origem imaculada de tudo o que acontecia.

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A Verdadeira Virgem de Fátima, cem anos depois

Milhares de curas contra todos os prognósticos, verdadeiramente milagrosas em nome desta Virgem, ou diante da sua efígie, ou depois de realizar um voto indicam uma forte presença espiritual curadora, que cada um pode negar, se quiser, como também pode negar que se está vivo – não será a realidade um sonho? – ou inclusivamente que apenas existimos porque pensamos. Também podemos, como Ibn Arabí, o místico de Múrcia, dizer que o todo é milagre ou que não o é, que tudo é divino ou que é matéria, que nada é mentira, ou que nada é totalmente certo.

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Mitos, ritos e símbolos – introdução à antropologia do sagrado

A religião não foi um luxo dos que tinham o estômago cheio. A religião é o alfa e o ómega da condição humana. Existe desde o princípio da sua «humanização» (o autor previne-nos que não devemos confundir com «hominização», que é somente morfológica), e persiste durante e enquanto sejamos tais e tenhamos a capacidade de assombro face ao mistério, tal como menciona Aristóteles na sua Metafísica.

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A magia antiga na ciência moderna

A magia é negada e apelidada de superstição do ignorante filósofo antigo. No entanto, encontramos magia em cada papiro; magia em todas as fórmulas religiosas; magia engarrafada num frasco com milhares de anos e fechado hermeticamente; magia em trabalhos modernos e encadernados com elegância; magia nos contos mais populares; magia em encontros sociais; magia – pior do que isso, FEITIÇARIA – em todo o ar que se respira na Europa, América, Austrália: quanto mais civilizada uma nação, mais formidável e efectivo o eflúvio de magia inconsciente que esta emite e é armazenado na sua atmosfera circundante…

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Agni – o Fogo do sacrifício

Desde dos primórdios da presença humana, o fogo exerce um fascínio, enquanto que todas as outras criaturas fogem na sua presença, o homem conseguiu ultrapassar o seu medo e reconheceu nele o símbolo do poder. O fogo reanima o corpo em hipotermia, o fogo ilumina a obscuridade e desperta o conhecimento das coisas, o fogo no olhar é símbolo do brilho da vida interior.

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Novas Descobertas arqueológicas nos Açores

Uma expedição realizada às ilhas do Pico e da Terceira, nos Açores, organizada pela Nova Acrópole Oeiras-Cascais contando com dois investigadores do Instituto Internacional Hermes e uma equipa multidisciplinar, observou in loco várias das novas descobertas arqueológicas que têm suscitado perspectivas diferentes entre historiadores e arqueólogos.

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O mito de Gilgamesh – A Prova do Elo

Gilgamesh terá sido uma figura real, ou, pelo menos, um mito que bebe da inspiração de uma figura real, já que as fontes lhe atribuem um reinado de 126 anos entre os reis da Suméria. Gilgamesh terá sido um Semi-Deus ou Herói com grande capacidade intelectual e física. Terá tido grande conhecimento do Mundo antes e após o Dilúvio. Ergueu a cidade de Uruk e um Templo, o de Ennea. Os deuses compreendendo e temendo a sua força, enviaram-lhe uma provação, uma criatura tão forte como ele, Enkidu. Ora corria nas florestas dos arredores e nos demais reinos que Gilgamesh já não seria o Homem mais forte do mundo – claramente um mecanismo literário homérico – e, como tal, Gilgamesh procuraria Enkidu e lutaria com ele. O que, efetivamente, aconteceu. Contudo, ao contrário do desfecho em morte, a luta terminou na amizade entre os dois.

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 O Kalachakra e a Doutrina Secreta de H.P. Blavatsky, uma nota sobre a origem da humanidade

A evolução da vida humana na Terra entende-se em termos de uma “descida” de alguns destes seres celestiais, que esgotaram o seu karma positivo, que lhes proporcionava a causa e as condições para a sua pertença nos âmbitos superiores. Não houve um pecado original que provocara a queda, trata-se, simplesmente, da natureza da existência não permanente, da lei de causas e efeitos, que ocasiona a mudança de estados do ser, a sua “morte”.

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Os Shiva Sutras e a Ciência do Eu

O Eu é a consciência.
O conhecimento é o limite.
A matriz das origens, a ilusão é a ignorância, o corpo da acção.
O alfabeto, a mãe, é a causa, base do conhecimento.
Shiva, o terrível, a Grande Montanha é a sua trabalhosa elevação.
Dada a união dos círculos (chakra) de poder, todo, o universo inteiro, dissolve-se.
Os estados de vigília, sonho e sono profundo vivem unidos, estão destinados ao êxtase do quarto.
Conhecer é estar acordado.

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Flor de la Mar – a mais resistente nau portuguesa

Após a conquista de Malaca em 1511, Afonso de Albuquerque navegando na Flor de la Mar e com um saque valiosíssimo foi surpreendido por uma tempestade que acabou por pôr fim à carreira da resistente nau. O fidalgo escapou com vida mas o navio naufragou no mar de Java e ainda hoje caçadores de tesouros procuram os seus vestígios no fundo do mar.

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