Abrir a mente: fazer nossas as melhores ideias

Podemos pensar absolutamente sozinhos, sem nenhuma influência? Creio que não, que ninguém tem essa capacidade, mas sim que, em todo o caso, podemos assumir ideias de outras pessoas que se ajustam às nossas para que cheguemos a senti-las decisivamente nossas.

O que podemos fazer é interiorizar ideias, pensamentos, crenças que intuimos que são as que mais nos convêm.

Em questão de convicções, não interessa a originalidade, ou ter uma ideia nova nunca expressada até agora, mas sim viver com propriedade uma ideia que pode vir desde tempos remotos e que, porém, nos seja útil e apropriada para elaborar todo um sistema de valores relacionados.

O primeiro passo, pois, consiste em abrir a mente aos seus aspectos de imaginação criadora e intuição, e não fechar-se.

Do exercício do pensamento, do saber escutar, do saber ler, do olhar para as palavras e no que elas significam, se abrirá pouco a pouco a confiança nas certezas que começam a aparecer.

O segundo passo é tentar viver, aplicar essas ideias e intuições, fazê-las nossas, experimentar; embora cometamos erros e equívocos, também se aprende com os erros.

Se alcançamos viver plenamente uns poucos sentimentos grandes, umas poucas ideais claras, experimentaremos a segurança de nos conhecer donos de nós mesmos.

Claro está que não devemos confundir as nossas convicções com a verdade absoluta.

Querer é poder. E neste caso, se quiseres, poderás começar a viver de maneira convincente teus melhores sentimentos, ideias e valores morais.

A chave está em ti.

 

Extraído do livro “Que fazemos com o coração e a mente

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Isabel

Como refere Prof. Livraga, o importante não é saber muitas coisas, mas viver algumas. No entanto, para chegarmos a essas pequenas coisas é fundamental procurar o conhecimento. Uma arte apenas possível com a mente desperta e segura do caminho. Talvez a máxima “Só sei que nada Sei” seja um bom lema para a conquista de novas ideias!

Henrique Cachetas

Este artigo está relacionado com outro aqui publicado da mesma autora, “Os perigos de ser individualista”. Tão bem escritas, tão simples de entender, faz destas palavras tão necessárias de serem vividas e aplicadas todos os dias. Cada frase contém um ensinamento que nos faz pensar longamente e encontrar uma chave prática imediata. Não interessa sermos iguais, e também não interessa sermos diferentes. O que interessa é que sejamos nós mesmos, e isso já seria suficiente para sermos diferentes pois ninguém é repetível na sua essência; e isso já seria suficiente para aceitarmos a diferença do outro, pois tal como queremos… Read more »

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